Arquivo de Março, 2008
TENHO A COMUNICAR À “AUDIÊNCIA” MAIS FIEL E AO RESPEITÁVEL PÚBLICO, EM GERAL, QUE JÁ TENHO PC (penso que se diz assim e nada de confusões com o ML ainda que, por alguns dinossauros, apelidado de revisionista), escrevo e navego, nas águas “profundas” da NET. DINOSSAURO DA ESCRITA À MÃO (equipado com esferográfica de medíocre qualidade) ou equivalente abencerragem, prisioneiro da máquina de escrever´teclado nacional´de que possuo dois exemplares, já peças raras de museu) TOMARAM-SE-ME BRIOS IMPREVISTOS E VAI DAÍ RENDI-ME ÀS NOVAS TECNOLOGIAS CIBERNÉTICAS. EMBORA TATEANDO OS PRIMEIROS PASSOS, COMO O BÉ-BÉ, QUE CAMINHA PARA MENINO, VERDADE VOS DIGO, COMPANHEIROS ANTIGOS DAS CAVERNAS DA ESCRITA: ISTO NÃO CUSTA NADA! É COMO QUE, PARA PASSAR À ACÇÃO DE VOAR, BASTAR BATER AS ASAS ! …
F. ROCHA
30 Março 2008
Um pouco por todo o lado os sinais desta pandemia são evidentes. Traduzem-se numa loucura furiosa, um delírio de falsa grandeza, que arribou em terras portuguesas, por alturas do advento do “cavaquismo” governativo, à cerca de vinte anos e que, de então para cá, com maior ou menor intensidade teima em não zarpar. NÃO SE RETIRE, TODAVIA, DESTA MINHA CRÍTICA UM FUNDAMENTALISMO, DE SINAL CONTRÁRIO, CONTRA QUASE TODA E QUALQUER OBRA . Os edifícios como as estradas são infra-estruturas necessárias e se devidamente justificadas,com uma estratégia de progresso, devidamente sustentada, são, inequivocamente, um sinal de civilização. O que não é, seguramente, um sinal civilizacional é este exagero construtivo, que transforma muitas zonas do nosso País num quase generalizado estaleiro; exagero que é, muitas vezes, simultaneamente, um sorvedouro de recursos financeiros, desnecessariamente gastos, de ataque à qualidade de vida e ao ambiente. Mais grave, ainda, é quando outras razões que a razão desconhece, indiciam “esquemas” , interesses ocultos, mais ou menos criminosos, corruptos; que vão desde a conluios com construtores, para encarecer obras necessárias, para, por outro lado, obter despachos de favor, de aumento da área construtiva, da volumetria ou, de forma ainda mais gravosa, “inventar” obra e mais obra, de todo dispensável, em conluio com grandes interesses, servindo-se assim o político ou o gestor público do lugar, para que está mandatado ou nomeado, para enriquecimento ilícito e para a perfídia de lesar o interesse público (sejam estas práticas fraudulentas cometidas para enriquecimento próprio ou para financiamentos partidários, uma praga de que mais ou menos em surdina muito se fala e que, pelas grandes cumplicidades, à Justiça raramente chegam).
Feitas estas chamadas de atenção (avisos à navegação), que não têm que necessariamente se aplicar aos casos que se exemplificam, seguidamente, de forma alguma isso afirmo, vamos, então ao concreto ou, como em gíria, com graça se diz, “pôr as mãos na massa”.
Em primeiro lugar não posso deixar de colocar as minhas dúvidas nas grandes obras faraónicas que o poder central já anunciou, que são o novo Aeroporto de Lisboa e o TGV. O primeiro poderia passar por um maior ou mais estendido, no tempo, aproveitamento das actuais instalações aero-portuárias da Portela, com recurso ou não a outro aeroporto, a construir mais faseadamente, sem esta pressa e enorme dispêndio. No que se refere ao TGV, parece-me constituir um absurdo dispendioso a ligação ao Porto,para ganhar uns escassos 2O minutos ao chamado “pendular”, já em actividade. Se calhar o próprio TGV, de Lisboa a Madrid, já é um excesso, quanto mais outros itinerários (tanto mais, ao que parece, com preços idênticos aos praticados pelas companhias de aviação, pasme-se) !…
Mas não era, essencialmente, sobre estas grandes obras que eu queria, neste texto, falar. Pretendia antes deter-me em duas outras realizações que afectam ou beneficiam (?) o OESTE e as CALDAS DA RAINHA, em particular. A primeira destas realizações é o recentemente anunciado conjunto de pequenas auto-estradas, das quais avulta a ligação da A-8 à A-1. Não questiono a sua importância e utilidade. Questiono, todavia, mais uma vez, entre muitas, para não variar (!…), que o poder dê a prioridade às estradas e ao automóvel, em detrimento da ESQUECIDA LINHA FÉRREA DO OESTE, PARADA NO TEMPO, para não dizer cada vez menos funcional, em termos de velocidade, comodidade dos comboios, com a continuada supressão de comboios, sobretudo os nocturnos (é aliás assaz curioso que sendo os transportes um serviço público não haja comboios de Lisboa para Caldas depois das 20 horas, nem sequer, em alternativa, autocarros, tirando uma carreira às 23 horas de Domingo, quando ainda não há muitos anos havia um comboi0, por volta das 24 H). Qual Protocolo de Quioto (contra a poluição dos “pó-pós” privados ou outras conversas do género), qual coisa (?!…). Para este poder, quantas mais estradas e carros, nelas melhor! Quanto ao combate à poluição, dando prioridade ao comboio, que se lixe!……… Comboio só se fôr o TGV (que somos ricos) para fazer figura na “estranja”! OXALÁ OS AUTARCAS DO OESTE, NA NEGOCIÇÃO DAS CONTRAPARTIDAS RESULTANTES DA NÃO CONSTRUÇÃO DO AEROPORTO NA OTA, SEJAM FIRMES E NÃO TROQUEM A URGENTE MODERNIZAÇÃO DA LINHA DO OESTE POR UM QUALQUER “PRATO DE LENTILHAS”…)
Para além da questão da Linha do Oeste, o Governo resolveu, numa hábil e talvez maquiavélica manobra, lançar a confusão na região com a proposta de CONSTRUÇÃO DO HOSPITAL DO OESTE NORTE.
Justifiquemos, pois, o raciocínio subjacente à afirmação supra:
Ora bem, a construção de um novo hospital, que à primeira vista parece um benefício, tal como o Governo “embrulhou a prenda” afigura-se-me um “presente envenenado”, que a manter-se, nos seus presentes termos, deveremos para defesa do Oeste e da sua população “devolver ao remetente”, por quanto a sua edificação significaria colocar o camartelo ou alienar, para qualquer outra natureza todas ou quase todas as unidades hospitalares da região (Hospitais das Caldas, Alcobaça, Peniche e não me recordo se mais). Ora esta proposta para além de colocar as Câmaras Municipais à bulha ou a mover “cunhas”, para ver quem ganha a compita para a localização da infra-estrutura, geradora, no mínimo, de empregos, é mais uma PROPOSTA TÍPICA DO NOVO RIQUISMO INDÍGENA, “MADE IN” LARGO DO RATO/TENDÊNCIA SOCRÁTICA. Quer dizer destroiem-se infra estruturas existentes (como o Hospital das Caldas, apenas carecido de ampliação) em relativamente bom estado, para fazer obra e “encher o olho” a populaça incauta ou pacóvia (isto admitindo não haverem outras razões que a nossa razão desconhece) !… Tudo isto para além de afastar, muito mais, um muito vasto conjunto de populações da assistência hospitalar; de alguma maneira também se pode dizer que este “lucro” gera prejuízo e “que se poupa na farinha para gastar no farelo”)
Mas esta fúria (pandemia) construtiva, eivada de irracinalidade tem outros episódios, por exemplo nas Caldas, que quase fazem o milagre de pôr os cabelos em pé a um careca. Junto ao Multiusos, a inaugurar brevemente, em vez de árvores ou jardinagem a envolvê-lo, numa área razoável (quiçá por razões …) nasce mais uma “floresta” ou “bosque” de betão; junto à ESAD “é um fartar de vilanagem”, etc., etc. e mais etc. (tudo isto para além de no Concelho e, particularmente, na cidade, as casas, sejam vivendas ou prédios, alguns em aproximação aos arranha-céus Nova Yorquinos, darem daqui a pouco para o dobro da população; e não se venha dizer que a culpa é dos “patos bravos” sem ofensa aos construtores dignos desse nome). BEM, DEPOIS, SE ISTO, COMO NOS EUA, DER PARA O TORTO, NÃO SE QUEIXEM DA CRISE, QUE TAL COMO OUTRAS “MALEITAS”, NESTA NOSSA TOSCA CÓPIA DO NEO-LIBERALISMO, MUITO DEVEM À “NABICE ” E À GANÂNCIA VESGA !!!!!!!!!!!!
FERNANDO A. C. ROCHA
30 Março 2008
Vivemos um tempo de frustrações. Relativamente à juventude, por exemplo (e que melhor exemplo poderíamos arranjar), estamos, como país, a construir uma geração de frustrados, por força de uma conjugação de factores, que se adicionam e se interligam.
A juventude portuguesa vive, em 2008, muito mais o desespero do que a esperança.
O Governo do dito Partido Socialista (?), do alto da sua arrogância, pôs em prática a doutrina de Manuela Ferreira Leite, aprofundando-a. Em boa verdade, poderemos dizer que Sócrates foi beber “ideologia” à acção da mais ortodoxa cavaquista, talvez mais papista que o seu “Papa”, que polemicamente geriu a Secretaria de Estado do Orçamento e os Ministérios das Finanças e Educação. Caricaturalmente, poderemos, analogicamente, dizer que, relativamente aos traços mais fortes desta política socialista (que eu costumo apelidar de “socialoide”), que embora de partidos diferentes, MAO TSÉ-TUNG ESTÁ PARA FERREIRA LEITE, ASSIM COMO TENG SIAO-PING ESTÁ PARA SOCRATES. A primeira mais frontal relativamente à defesa, claramente explicitada, das virtudes do ”aperto do cinto”, o segundo (depois de, numa primeira fase também claramente o ter feito) procurando mascará-lo ou diluí-lo noutras reformas. Ou seja: inventam-se reformas que, na prática, têm argumentações falaciosas, pois, no essencial subordinam-se à ”mãe de todas as reformas”, a tristemente célebre correcção do défice (sempre à custa dos mesmos, também conhecidos por “mexilhão”). E assim o País, para além de ficar à beira de um ataque de nervos, fica em défice, relativamente a todas as outras políticas, com destaque para as sociais.
Assistir-se a esta política e sobretudo às suas consequências é desesperante.Saber-se que milhares, milhões de jovens, por mais dotados ou talentosos que sejam, têm poucas ou nenhumas possibilidades de terem saídas no mercado de trabalho, de acordo com as suas competências ou talentos, é duplamente desolador. É-o, em primeiro lugar, porque isso representa para eles e suas famílias, muita desilusão, sofrimento e sacrifícios (por desemprego ou empregos de recurso, demotivadores, geralmente precários e pessimamente pagos); e é-o ainda, em segundo lugar, porque muitos deles ou se resignam e perdem em empregos sem futuro(engrossando o exército de frustrados, sub-aproveitados e explorados) ou vão servir, com essas suas competências e talentos, outros países, que, de um modo geral, os recebem de braços abertos. PORTUGAL ATÉ NA SUA MAIOR RIQUEZA, QUE É A SUA MASSA CIZENTA, HUMANA (E DESTA A MAIS JOVEM), É PERDULÁRIO; e as políticas de Sócrates, para além de nada terem feito para inverter esta situação, têm deixado que o problema se agrave. Contrariamente ao que o Governo propagandeia, as reformas da actual Ministra, Maria de Lurdes Rodrigues, a carrasca dos professores à frente do Ministério da Educação, acolitada por dois carrascos menores (os dois Secretários de Estado) a irem por diante (as ditas reformas) tornariam o ensino português ainda mais decadente (vejam-se o desastrado e facilitista estatuto do aluno e o burocrático e prepotente processo de avaliação de desempenho dos professores). De facto as reformas da educação deste Governo, subordinadas, mais ou menos sub-repticiamente, a uma visão essencialmente economicista e consequentemente desmotivadora da classe docente, bem como facilitista na avaliação dos alunos, muitos “ passados” de ano para “aliviar” as estatísticas e apresentar mais “sucessos” governativos, estão a contribuir para trazer, para o futuro, independentemente de um maior número de diplomas, o aumento da iliteracia entre o pessoal “escolarizado”. É PRECISO PASSAR OS ALUNOS EM MAIOR NÚMERO, A TODO O CUSTO, SAIBAM OU NÃO SAIBAM UM MÍNIMO RAZOÁVEL, JÁ QUE SE NÃO PODEM, POR COMPLETO, “MARTELAR” AS ESTATÍSTICAS OU “TORTURAR” OS SEUS NÚMEROS DO ESCANDALOSO DESASTRE, QUE A NOSSA EDUCAÇÃO É.
Assim poderemos dizer que seja nas políticas de emprego ou seja nas da educação, para a juventude, o falhanço das políticas governamentais é completo, como aliás na esmagadora maioria das outras políticas, tirando a correcção do défice, uma cura de emagrecimento, que coloca o doente ou “paciente” (o povo português, mais humilde e classe média baixa) em risco de vida e quase a desejar ser espanhol.
Mas se para o português, cidadão comum, a situação é de desalento, para quem é sério e culto é bem mais grave. Ser lúcido , bem informado, neste País e neste tempo,em que muitos charlatães dominam a política e que, com alguma facilidade, acedem às cadeiras do poder, provoca angústia, náuseas e por vezes uma incontida fúria, por tanta mentira ou meia verdade (que não deixa de ser mentira), fazendo da política, não algo de nobre, como deveria de ser, mas, numa grande parte das vezes, num autêntico embuste (publicidade enganosa, para apanhar incautos).
QUE FUTURO, COMO PAÍS, PODEREMOS ASSIM TER (?) SE A MAIORIA DA NOSSA JUVENTUDE É POR ESTAS POLÍTICAS E POR ESTE GOVERNO MALTRATADA? A ESMAGADORA MAIORIA DOS NOSSOS JOVENS SÓ CONSEGEM EMPREGOS PRECÁRIOS E SEM DIREITOS!…
Que país é este que vamos deixar aos nossos filhos e netos ?
Que democracia é esta que, por políticos ditos “socialistas” e “sociais-democratas” serviu para aumentar significativamente, nos últimos anos, o número de pobres, esfomeados ou mal nutridos e avolumar muitas outras injustiças e desiguldades sociais. Será aceitável que tenhamos um dos “leques salariais” mais largos da Europa ? Os vencimentos de muitos gestores públicos (como dos privados) e outras suas condições contratuais , nes são, nestas circunstâncias, uma autêntica obscenidade!…
Quem serão os verdadeiros culpados deste desastre? Será que por ele alguma vez serão responsabilizados(sobretudo os apannhados na vigarice, na corrupção) ?!…
Sobra-nos o desalento e mesmo que o não queiramos, por vezes, uma fúria, que não conseguimos conter !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
F. ROCHA
22 Março 2008
CLAMOROSA DERROTA DOS CORPOS GERENTES DO “COFRE” NA SUAOBSTINADA REPETÊNCIA PARA TENTAR FAZER APROVAR O JÁ REGEITADO ORÇAMENTO PARA O CORRENTE ANO DE 2008 Como é do conhecimento de todos os que acompanham o activismo no “Cofre”, realizou-se no passado dia 14 de Fevereiro a Assembleia-Geral extraordinária, a pedido da Direcção, para voltar a discutir e, consequentemente, votar o já rejeitado, precisamente 2 meses antes, Orçamento para 2008. A primeira rejeição, como é sabido, tinha ocorrido a 14 de Dezembro de 2007, na assembleia onde se finalizou, também, o polémico processo eleitoral (dadas as conhecidas e muitas irregularidadesprocedimentais e regulamentares da responsabilidade do poder há anos em exercício no “Cofre”, como em anteriores comunicações se refere) e que, como dificilmente poderia deixar de ser deu a “vitória a quem, de todo o modo, a “preparou”. Havendo, como era previsível, uma participação menor nesta nova Assembleia Geral, desde logo porque convocada apenas formalmente (o anúncio na imprensa), sem se recorrer à revista, como na anterior e noutras assembleias (talvez para surpreender e conseguir, um pouco à socapa, fazer “passar” o Orçamento) e por outro lado porque é difícil mobilizar os sócios para discutir algo já discutido, mesmo assim A DERROTA FOI CATEGÓRICA E DEIXOU A DIRECÇÃO NUMA SITUAÇÃO DIFICÍLIMA, para continuar a gerir os destinos da instituição. A Direcção começou por ser derrotada na proposta que lhe impôs o voto secreto (por haver fortes indícios de pressões, suspeitas de envolverem intuitos persecutórios, sobre os funcionários do “Cofre”, também sócios) e, depois, naturalmente, foi ainda mais amplamente derrotada na sua repetente proposta de Orçamento, para 2008, com os resultados seguintes: Votos contra ……………………………………………. 32 Votos a favor ……………………………………………24 Abstenções ……………………………………………… 4 Mas vejamos, ainda que sinteticamente, como decorreu e o que estava em causa nesta última assembleia:Em primeiro lugar a esmagadora maioria das intervenções manifestaram uma grande perplexidade sobre o facto da Direcção do “Cofre” vir, dois escassos meses depois, pedir de novo à Assembleia-Geral para discutir e votar a mesma já rejeitada proposta de Orçamento, mudando-lhe apenas as datas (ao Plano de Actividades, de sua responsabilidade e ao Parecer do Conselho Fiscal, cúmplice na “jogada” de afronta à Assembleia); dando-se inclusive, a Direcção, ao duplo luxo, de fazer, muito provavelmente, das sobras das anteriores propostas de Orçamento, literalmente, lixo, editando “nova” edição de luxo, que a Assembleia, pelo seu conteúdo (independentemente da carestia da roupagem, do papel), então, muito bem, mandou para o lixo. DE FACTO BEM SE PODE DIZER QUE ESTE ACTO FALHADO DESTES CORPOS GERENTES, REPRESENTARAM, SOBRETUDO, UMA ENORME PERDA DE TEMPO E DINHEIRO. VERDADEIRAMENTE, POR DESASTRAMENTO, TEIMOSIA E ABSURDO, UM LUXO QUE NÃO PASSA DE LIXO!… Depois, como na Assembleia foi muito bem salientado, todo o processo foi, até de um ponto de vista técnico, descuidado. Isto porque, ao propor-se um novo ou o mesmoOrçamento, já rejeitado, no decurso do exercício a que esse orçamento se reportaria, haveria que ter o cuidado, para evitar ilegais efeitos retroactivos, de num primeiro período (até à data da Assembleia de 14 de Fevereiro, em que vigorara o efeito da primeira rejeição, produzida na assembleia de 14 de Dezembro do ano passado) considerar que vigorara (como com a nova rejeição vigora, actualmente) o Orçamento de 2007, aplicado a 2008, por duodécimos e só posteriormente a 14 de Fevereiro de 2008, se poderia propor um Orçamento diferente, do, do regime de duodécimos. Ora o descuido foi tão grande, que se entrou no facilitismo ou na ignorância, denão respeitar esta óbvia regra de legalidade. Depois, é por demais evidente que foi acintoso e prepotente, relativamente ao órgão Assembleia–Geral e, consequentemente, aos sócios, apresentar-se a mesma proposta de Orçamento já rejeitada. Esta atitude teve o significado de como que um “braço de ferro”, com o órgão soberano, onde os sócios têm assento, que é, inequivocamente, o órgão máximo desta, como de qualquer instituição deste tipo. E ao ir-se por este caminho de pesporrência, arrogância, a lógica seria, que a Direcção, bem como a totalidade dos Corpos Gerentes cúmplices nesta atitude inaceitável, por razões de ética elementar, apresentassem a demissão. Depois, ainda, se na anterior Assembleia-Geral, o Conselho Fiscal “primou” pela quase completa ausência, desta vez, coube essa triste figura à Mesa da Assembleia, onde só um elemento, de entre efectivos e suplentes, compareceu. O primeiro Secretário da Mesa, naquela ingrata situação, reconheça-se, demonstrou uma grande fragilidade de competência para dirigir os trabalhos, tendo decorrido mais de 1 hora só para a constituição da mesa, por ausência de uma sua proposta, que procurou a todo o transe impor, credível, em termos dos Estatutos e das mais elementares regras de condução de assembleias. TODA ESTA SITUAÇÃO, QUE O MAIS SUCINTAMENTE SE DESCREVE, DÁ BEM A IDEIA A QUEM O “COFRE” ESTÁ ENTREGUE!… Para bem da instituição, bom seria que se fizesse uma análise desapaixonada e serena sobre O QUE É O COFRE NOS DIAS DE HOJE OU MELHOR, O QUE É QUE A MAIORIA DOS SÓCIOS DESEJA QUE ELE SEJA. E, A PARTIR DAÍ, ESTABELECER-SE UMA ESTRATÉGIA DE VIDA NOVA. TODAVIA E PARADOXALMENTE, O MAIOR OBSTÁCULO A ESSE LÓGICO E DESEJÁVEL DESIDERATO, SÃO OS SEUS CORPOS GERENTES. RESTA-NOS A ESPERANÇA QUE OU A DIRECÇÃO COMPREENDA, QUE, EM ASSEMBLEIA,NÃO PODE CONTINUAR, DE DERROTA EM DERROTA, ATÉ À DERROTA FINAL OU QUE OUTRAS VONTADES SE CONGREGUEM, COM AINDA MAIOR VIGOR, PARA FORÇAR, PARA O COFRE O VIRAR DE PÁGINA, PARA UM FUTURO MAIS DIGNO, JUSTO E, CONSEQENTEMENTE, PROMISSOR. CALDAS DA RAINHA, 5 de Março de 2008 Fernando António da Costa RochaP.S. Lamento a minha imprecisão em anterior texto relativamente ao pai do Presidente da Direcção. Dela, como homem de bem e de verdade, me penitencio. Sinceramente afirmo que fui induzido em erro por erróneas informações. Dado o falecimento da pessoa do pai, do Sr. Presidente da Direcção, atrasadas, mas sinceras e respeitosas, apresento-lhe as minhas condolências, com que as divergências na orientação do “cofre”nada têm que ver.
18 Março 2008