Poema encolhido
O poema com o frio encolheu-se, mas prometo que mão amiga o esticará em breve!
Adicionar comentário 19 Dezembro 2007
O poema com o frio encolheu-se, mas prometo que mão amiga o esticará em breve!
Adicionar comentário 19 Dezembro 2007
Verdade, verdade vos digo, que nunca esperei que isto chegásse onde está chegando. Um país que instalou a Democracia através de uma Revolução, como foi a “Revolução de Abril”, estar no estado em que está, quanto à calsse política que o governa, é, apesar de tudo, o que se vinha idiciando, surpreendente.
Isto que estamos a assistir (o descrédito total da política e da classe que a opera) superou, pela negativa, as minhas mais negras perspectivas.
Nestes últimos anos, em Portugal, a mediocridade e o oportunismo tomaram conta do poder, que por sua vez, abafa tudo e todos, que tentam contrariar a maré alta dessa mesma mediocridade e oportunismo. A corrupção e o tráfico de influências nestes últimos anos, foram-se, aos poucos, instalando e, em crescendo, passaram dos corredores do poder para os vários centros desse mesmo poder. Pouco ao nada escapa a essa doença-mor da Democracia. Se dúvidas tivéssemos quanto a este estado larvar de putrefacção, as desconcertantes declarações do Procurador-Geral da República aí estão para mais nos inquietar.
A recente reforma do processo penal, ao deixar os crimes de “colarinho branco” (leia-se corrupção) desagravados é outro sinal muito inquietante destes tempos, em que o sistema de justiça, neste país, dito de brandos costumes, apodrece. Os grandes interesses mafiosos são, segundo uma parte significativa dos operadores de justiça, quem mais ganha esta reforma.
Significativas, também, são as declarações do Coronel Vasco Lourenço, que se indigna com a crescente quebra dos salários face à subida dos lucros do capital. Vasco Lourenço, que foi um dos “Capitães de Abril”, mas que também foi um dos activistas do conservador “25 de Novembro”, é muito claro quando por ocasião da celebração dos 25 anos da Associação 25 de Abril, nos vem dizer que não foi para isto que se fez o “25 de Abril”!…
De facto, de “Abril”, nestes tempos, em curiosamente é o PS que ocupa o governo, pouco resta e mesmo a liberdade, essa jóia-maior que “Abril” nos devolveu, sofre às mãos deste poder socrático, atropelos que nos causam as maiores perplexidades e nos fazem lembrar episódios dos tempos mais negros e tristes da ditadura de Salazar e Caetano. Se a liberdade, apesar disto tudo que a vai atropelando, nãoe está em causa (sobrevive, para não dizer que vegeta, como conquista, quase como rasquício, do 25 de Abril de 1974), sente-se nas pesssoas um crescente sentimento de medo e de insegurança, o que nada de bom augura para o futuro.
Nenhum povo se mobiliza, se galvaniza, para vencer a crise (as várias crises que enfrentamos) num clima destes, de insegurança e medo!
Pela mão de Sócrates e do seu governo, dito socialista, muitos dos fantasmas da ditadura, muitos dos pesadelos que julgávamos definitivamente ultrapassados, regressam, mais punjantes que nunca!
É a delação instalada no aparelho de Estado, fazendo, também, do baú dos horrores ressurgir o “crime” de delito de opinião (veja-se o caso Charrrua); é a “visita da polícia ao Sindicato dos Professores”; é o curso do Senhor “Engenheiro”, concluído não se sabe bem como; é a Justiça, que de justiça, verdadeiramente, nada ou pouco tem e em que ninguém acredita; é o financiamento do sistema partidário (que apesar da apertada lei) de alto a baixo está sujeito à maior das fundadas suspeições, por força de agentes económicos e políticos, envolvidos em negociatas, para perverter, a favor de interesses pouco claros, algumas decisões políticas; é a taxa de desemprego que cresce e que atinge sobretudo a juventude à procura de emprego; é a precariedade do trabalho, transformando-se em regra, nos contratos, etc., etc. …
Enfim, há uma cada vez mais dissolução do tecido social e o cheiro a pôdre corrói o poder e o seu sistema (o partidário) e o povo cada vez menos, nesta falácia democrática (por vezes com tiques de palhaçada), acredita !…
Se um novo “25 de Abril” não é, por força das circunstâncias, possível, pelo menos era urgente que uma forte corrente de ar sadio, varesse este ambiente apodrecido e empestado !….
Fernando Rocha
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O (É) Natal!
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Cofre”, “Cofre”, meu sonho
Sonho nosso por cumprir
Vamos derrotar o feio, o bisonho,
Vamos pôr o “Cofre” a sorrir!
Fernando Rocha
Adicionar comentário 8 Dezembro 2007
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