Caro companheiro,
Meu colega Funcionário,
Cidadão de Lisboa,
Cidade liberta
Terra de gente boa
Na sequência do direitista regabofe,
Com Carmona no comando,
Vai a capital a votos,
Para estabelecer novo “mando”.
Como funcionário que és
Ajuízas com a cabeça,
Não pensas com os pés;
E abrindo ao voto a caça
Tu que tens memória
Conheces dos “Sócrates” a treta,
Essa velha historia,
Quando a campanha penetra.
Como no milagre
Da Santa Rainha
Para teu voto caçar
Tudo são rosas,
Uma doce ladainha.
Mas tu já sabes
Que essas rosas são espinhosas,
Quando a caça termina.
Já no poder
A conversa é outra
Seja a maioria clara ou absoluta,
Pois a “corja” lá se apanhando
Faz-te a vida cara,
Está-se para ti cagando
Por isso mesmo nesta circunstância
De eleição camarária
Põe-te a pau com a treta da alternância
Que o voto mesmo em Lisboa
Cheira a plebiscito
Para mais “sacanice” da “boa”!
Se à “corja” a vitória sorrir
Depressa muito depressa,
Nem será no dia a seguir
Logo nessa noite
O vais ouvir,
Bem alto, quase a gritar,
Com o maior despudor,
Que a vitoria para Lisboa sendo,
Foi também em Sócrates
E para sua acção um referendo.
Acção que bem te lixou
E te continua a lixar
Anunciando que o “privilegio” acabou
Que só tens direito a sofrer
E a viver na ansiedade
De um vínculo poder perder
Ou com a historia da mobilidade
Darem-te um pontapé no cú
E mudarem-te de cidade.
Se queres uma opinião
Os votos que lhes dizem não,
Que de “safados” já basta,
Tens dois por onde escolher
Para uma segura aposta,
São num homem ou numa mulher
O homem foi o que se não vendeu,
Que à corrupção não cedeu,
Antes a denunciou
E sempre a combateu.
José Sá Fernandes é seu nome
E tu bem o sabes
Dele não te esqueces.
Mas amigo,
Se para aí ir te não der
Tens outro voto,
Seguro para escolher.
Vota na Helena
Essa grande mulher,
Que lhes soube a porta fechar.
E não fiques perplexo,
Confuso, dividido,
Decide-te rapidamente,
Que o futuro é teu
Com a Lena ou o Zé na frente!
Fernando Rocha
16/6/2007
20 Junho 2007
Esta Assembleia reveste-se da maior importância pois tem como ponto único da Ordem de Trabalhos a alteração dos Estatutos, que carecem, desde há muito de alterações por razões de transparência democrática, designadamente nas Eleições para os Corpos Gerentes, bem como de precisões e aprofundamentos para tornar a Instituição mais favorável a dar aos sócios mais benefícios. Também a distribuição de poderes pelos diversos órgãos dos corpos gerentes nos parecem desequilibrados em favor da Direcção, quando o órgão da verdadeira soberania desta mútua, como de qualquer outra instituição semelhante, terá de ser sempre a Assembleia Geral.
É tempo de resolver todos estes problemas de modo a que as energias sejam essencialmente canalizadas para a acção ao serviço de todos os associados.
É tempo de devolver ao maior número possível de associados (em termos de benefícios efectivos, sobretudo de carácter social) uma instituição para a qual contribuem, monetariamente, sem que a grande maioria de algo beneficie.
A modernização do Cofre não acontece por obra e graça da modernização dos seus serviços. A verdadeira modernização passa por adequar, sem desvirtuar, o Cofre àquilo que as exigências dos sócios deste tempo impõem.
NÃO FALTEM! COMPAREÇAM! PARTICIPEM!
20 Junho 2007
Era a árvore da nêspera
Dos meus encantos,
Dos almoços relaxados e tardios,
Nêspera cobiçosa,
Mirada e remirada
Anseado petisco
Para almoços meios vagabundos!
Era uma nêspera
Cobiçosa, desejada,
Era uma nêspera
Barata e boa,
Era a bela nêspera
Do coronel de Lisboa!
Nêspera que para mim se ria,
Prantada arrogantemente
Junta ao espaço separado,
Do meu com o outro quintal,
Do senhor quase General,
Geralmente ausente, em Lisboa,
Deixando ao abandono
A propriedade horizontal,
De uma nêspera, tão boa!
Era uma nêspera
Que me despertava o engenho e a arte
Se sacar ao Coronel a minha parte.
Era uma nêspera
Cheia de chilreios e pios
De pintassilgos, pardais,
Andorinhas e cucos,
Comida à sociedade com todos eles,
Mais os melros
E sabe-se lá, com quantos outros bicharocos!
Era uma nêspera diarreica,
Mas muito suculenta,
Que a boca pede,
Mas a tripa não aguenta!
Era a bela nêspera
Barata e boa,
Era a bela nêspera
Do velho Coronel de Lisboa!!!
Fernando Rocha
26/4/2005
19 Junho 2007
Deixando o tempo dinossáurico da juventude intercalemos com poesias (raras) dos novos tempos em que o jovem envelheceu.
19 Junho 2007
Por lapso lamento ter esquecido de colocar o ficheiro anexo na minha “entrada” – ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA PORTUGUESA (Quintal da Adm. Fiscal).
19 Junho 2007