Arquivo de Junho, 2007

Aos Funcionários de Lisboa

Caro companheiro,
Meu colega Funcionário,
Cidadão de Lisboa,
Cidade liberta
Terra de gente boa

 

Na sequência do direitista regabofe,
Com Carmona no comando,
Vai a capital a votos,
Para estabelecer novo “mando”.

 

Como funcionário que és
Ajuízas com a cabeça,
Não pensas com os pés;

 

E abrindo ao voto a caça
Tu que tens memória
Conheces dos “Sócrates” a treta,
Essa velha historia,
Quando a campanha penetra.

 

Como no milagre
Da Santa Rainha
Para teu voto caçar
Tudo são rosas,
Uma doce ladainha.
Mas tu já sabes
Que essas rosas são espinhosas,
Quando a caça termina.

 

Já no poder
A conversa é outra
Seja a maioria clara ou absoluta,
Pois a “corja” lá se apanhando
Faz-te a vida cara,
Está-se para ti cagando

 

Por isso mesmo nesta circunstância
De eleição camarária
Põe-te a pau com a treta da alternância
Que o voto mesmo em Lisboa
Cheira a plebiscito
Para mais “sacanice” da “boa”!

 

Se à “corja” a vitória sorrir
Depressa muito depressa,
Nem será no dia a seguir
Logo nessa noite
O vais ouvir,
Bem alto, quase a gritar,
Com o maior despudor,
Que a vitoria para Lisboa sendo,
Foi também em Sócrates
E para sua acção um referendo.

 

Acção que bem te lixou
E te continua a lixar
Anunciando que o “privilegio” acabou
Que só tens direito a sofrer
E a viver na ansiedade
De um vínculo poder perder
Ou com a historia da mobilidade
Darem-te um pontapé no cú
E mudarem-te de cidade.

 

Se queres uma opinião
Os votos que lhes dizem não,
Que de “safados” já basta,
Tens dois por onde escolher
Para uma segura aposta,
São num homem ou numa mulher

 

O homem foi o que se não vendeu,
Que à corrupção não cedeu,
Antes a denunciou
E sempre a combateu.
José Sá Fernandes é seu nome
E tu bem o sabes
Dele não te esqueces.

 

Mas amigo,
Se para aí ir te não der
Tens outro voto,
Seguro para escolher.
Vota na Helena
Essa grande mulher,
Que lhes soube a porta fechar.

 

E não fiques perplexo,
Confuso, dividido,
Decide-te rapidamente,
Que o futuro é teu
Com a Lena ou o Zé na frente!

Fernando Rocha

16/6/2007

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ASSEMBLEIA GERAL DO COFRE DE PREVIDÊNCIA DO MINISTÉRIO DAS FINANÇAS – DIA 29 DE JUNHO, PELAS 20H30, NA SOCIEDADE DE GEOGRAFIA, NA RUA DO COLISEU EM LISBOA

Esta Assembleia reveste-se da maior importância pois tem como ponto único da Ordem de Trabalhos a alteração dos Estatutos, que carecem, desde há muito de alterações por razões de transparência democrática, designadamente nas Eleições para os Corpos Gerentes, bem como de precisões e aprofundamentos para tornar a Instituição mais favorável a dar aos sócios mais benefícios. Também a distribuição de poderes pelos diversos órgãos dos corpos gerentes nos parecem desequilibrados em favor da Direcção, quando o órgão da verdadeira soberania desta mútua, como de qualquer outra instituição semelhante, terá de ser sempre a Assembleia Geral.

É tempo de resolver todos estes problemas de modo a que as energias sejam essencialmente canalizadas para a acção ao serviço de todos os associados.

É tempo de devolver ao maior número possível de associados (em termos de benefícios efectivos, sobretudo de carácter social) uma instituição para a qual contribuem, monetariamente, sem que a grande maioria de algo beneficie.

A modernização do Cofre não acontece por obra e graça da modernização dos seus serviços. A verdadeira modernização passa por adequar, sem desvirtuar, o Cofre àquilo que as exigências dos sócios deste tempo impõem.

NÃO FALTEM! COMPAREÇAM! PARTICIPEM!

Adicionar comentário 20 Junho 2007

A árvore da Nespera

Era a árvore da nêspera
Dos meus encantos,
Dos almoços relaxados e tardios,
Nêspera cobiçosa,
Mirada e remirada
Anseado petisco
Para almoços meios vagabundos!

 

Era uma nêspera
Cobiçosa, desejada,
Era uma nêspera
Barata e boa,
Era a bela nêspera
Do coronel de Lisboa!

 

Nêspera que para mim se ria,
Prantada arrogantemente
Junta ao espaço separado,
Do meu com o outro quintal,
Do senhor quase General,
Geralmente ausente, em Lisboa,
Deixando ao abandono
A propriedade horizontal,
De uma nêspera, tão boa!
Era uma nêspera
Que me despertava o engenho e a arte
Se sacar ao Coronel a minha parte.

 

Era uma nêspera
Cheia de chilreios e pios
De pintassilgos, pardais,
Andorinhas e cucos,
Comida à sociedade com todos eles,
Mais os melros
E sabe-se lá, com quantos outros bicharocos!

 

Era uma nêspera diarreica,
Mas muito suculenta,
Que a boca pede,
Mas a tripa não aguenta!

 

Era a bela nêspera
Barata e boa,
Era a bela nêspera
Do velho Coronel de Lisboa!!!

Fernando Rocha

26/4/2005

2 comentários 19 Junho 2007

Poesias mais actuais…

Deixando o tempo dinossáurico da juventude intercalemos com poesias (raras) dos novos tempos em que o jovem envelheceu.

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Desculpa – ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA PORTUGUESA (Quintal da Adm. Fiscal)

Por lapso lamento ter esquecido de colocar o ficheiro anexo na minha “entrada” – ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA PORTUGUESA (Quintal da Adm. Fiscal).

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