Arquivo de Maio, 2007

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA PORTUGUESA (Quintal da Adm. Fiscal)

Nota editorial – O Caso Beltrónica, com o apelo do Inspector Mário Marques e um prévio comentário meu está imediatamente a seguir a este texto, que agora fica em primeiro lugar.

Uma amiga, muito amiga, que ainda está obrigada ao “Santo Martírio” do quotidiano serviço, por não se poder “pirar”, por não ter o tempo para a aposentação, pediu-me que desse voz neste meu espaço “internéctico”. Com imenso gosto faço-lhe a vontade, neste espaço onde se pertende que passe, para além da afirmação do meu ser (e do meu estar, quanto à maneira), os gritos do protesto quanto às mais variadas injustiças, que apesar de se ter tido a ilusão que “Abril” atenuaria; cerca de trinta anos passados, essas injustiças crescem e agigantam-se, apesar de termos um governo dito socialista, que para mim, por falso é “socialoide” (tal como “baquelite” que pode ser considerado um plástico primário e de má qualidade).

Este grito, desta minha amiga, “bate” de forma certeira nalgumas questões que são elas sim, não obstante a demagogia governamental e dos seus “muchachos(as)”, verdadeiros problemas que atrofiam a eficácia da Administração Pública e, por maioria de razão, da Administração Fiscal. Aliás os “donos” do “Quintal” da Adm. Fiscal, “porpriedade privada” de farsantes, bajuladores e “intrujas” é um paradigmático caso, onde bem se pode aquilatar o e(E)stado a que Adm. Pública chegou. Estado que se detriora com es perversa lei da mobilidade, (um verdadeiro chicote dado, pelo Governo, a “carrascos”, que, se a eficácia se pretende-se, deviam, em esmagadora maioria ser os primeiros a ser “corridos” (“a toque de caixa” e com tiros para o ar, como se faz para espantar a pardalada). Mas, infelizmente, muita desta “pardalada” travestida de pavão, com leque e sem leque, controla a “jogada”, ao sabor da sua discricionaridade. Facilmente se vaticina que a “mobilidade”, DGCI e muito (não um pouco) por toda a parte, vai acontecer quase sem critério ou antes, com base no critério da “graxice” e, sobretudo, do “não incomodes se não…”

Verdadeiramente a baixeza tomou o poder, a vários níveis e cresce…

Seguem-se, o texto da minha amiga e três páginas do “Jumento” ; se me é permtido, com a devida vénia, ao “Jumento”, que tem um trabalho sério e que a propósito desta “matéria”, lhes “chega, também, a roupa ao pelo”.

9 de Abril de 2007

Fernando Rocha

Clique aqui para descarregar o ficheiro (onde está o texto antes referido e um anexo). 

P.S. – Por razões óbvias, de segurança, a minha amiga pediu-me o anonimato, por precaução quantos às “aves de rapina” que o “Quintal” maioritariamente dominam; o que se justifica plenamente, pois, “o seguro morreu de velho e a Dona Prudência foi-lhe ao enterro”.

Também, se me é permitido, que o serviço activo deixei não vivendo, assim, por dentro os fantasmas da ameaçadora “Lei de Mobilidade Especial”, sugiro que, face a uma lei que lança o terror sobre os serviços e os seus trabalhadores, se adoptem, para além de outras medidas, comos as providências cautelares, que o STE de B. Picanço adoptou, tácticas de luta de “Guerrilha” (ainda que legais), pois, está provado que as formas convencionais de luta, para além de terem reservas de duvidosa (muito duvidosa) eficácia, desgatam também os trabalhadores com perdas de salário generalizado do conjunto dos trabalhadores, de uma só vez. As paralizações de serviços “chave”, como as greves em sistema de carrocel são algumas das muitas alternativas. Também os plenários nos serviços, aproveitando as prorrogativas da Lei Sindical, que podem ser realizadas dentro do horário normal de trabalho, mediante certas condições, que são fáceis de cumprir, são uma boa hipótese.

Face a uma situação de uma enorme gravidade para a segurança dos postos de trabalho de muitos trabalhadores, os Sindicatos (o Sindicalismo) não podem ficar na angustiante expectativa da espera do que há-de vir ou simplesmente “sentados” à espera que a tempestade passe e que o “céu azul” regresse. O Sindicalismo tem, nestes tempos de chantagem e investida de morte do Governo e dos capatazes contra o emprego público, ser corajoso, inteligente, criativo.

Os Sindicatos da Função Pública, têm de articular entre si estratégias de luta e irem aos locais de trabalho levar aos trabalhadores alternativas de resistência, de combate, face ao governo dito socialista, do hipotético Engenheiro, cuja a especialidade, na prática, transforma o emprego numa engenhoca sem direitos, aos arrepio das mais elementares conquistas civilizacionais da Europa, do século passado.

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