Trina
Guitarra
Trina
Que o teu trinar
Já me desperta.Trina
Guitarra
Trina
Leva-me ao céu
Com a melodia!
Trina
Guitarra
Trina,
Leva’ra bem longe
Meu sonho triste de poeta!
Trina
Guitarr
Trina,
Dá-me o calor
Do teu trinar
Trina
Guitarra
Trina,
Faz-me feliz
E trina
Guitarra
Trina
Que o teu trinar
Já me desperta.
Trina
Guitarra,
Trina
Leva p’ra bem longe
Meu sonho triste de poeta!
10 de Março de 1969
31 Maio 2006
(ou auto-análise em 5 linhas)
Sou homem
Que não para.
Gera problemas muitas vezes.
Gera e cria stress
(Até no sossego)
Pela rebeldia,
Pela não-aceitação
Do lado cómodo das coisas
Dispersando-me
Por mil sonhos
Mil tarefas
Junto obrigações
Às obrigações
Só paro quando
A exaustão
Ou a falta de saúde
A isso me obriga
Ou quando, ainda, uma forte desilusão me derruba
Mas, normalmente,
Quando não tenho que fazer invento
Estando convencido
Que até no deserto
Por vezes,
Para além do indesejável tédio,
O stress por vezes
Me tomaria.
26 Maio 2006
A vida é uma balada
De amor e de saudade
Por belos momentos que se querem renovar
Viver é sentir
A força indomável
Dum espírito que quer lutar
Dum coração que quer bater
A vida é a incógnita máxima
Que em si própria encerra,
De um ser que pede
Uns anos de empréstimo à terra.
A vida é uma comédia
Onde o espectador e o personagem,
São uma miscelânea
Fazendo parte de uma mesma engrenagem.
Viver é a hipótese
De se ganhar ou de se perder,
Viver é arriscar,
Viver é mais do que viver.
Quem vive porque vive,
Sem uma ambição sem um fim,
Jamais vive, jamais entende
……………………………….
Viver não é difícil nem fácil,
Viver é batalhar com a mente,
Treiná-la, torná-la ágil,
Viver não é viver unicamente!
6 de Abril de 1971
17 Maio 2006
Eu amo o belo,
O simples.
Amo o mundo,
O homem
E a natureza!Canto a verdade,
Canto a beleza,
Anseio liberdade
Minha alegria é tristeza!
Nasci a cantar
Para não chorar,
Nasci com amor
E por amar
E quero amar!
Toda a terra
Chora e canta
Quando o Sol
Se levanta!
Eu canto
Com as aves,
Com o melro
E com o rouxinol.
Canto com a Lua,
Canto com o sol.
Canto com os homens,
Canto com os animais,
Canto com a alegria
E com a tristeza.
Canto com o amor,
Canto o mundo em flor,
Canto a natureza!
Toda a terra
Chora e canta
Quando o Sol
Se levanta!
14 de Novembro de 1971
11 Maio 2006
Atirei o copo ao chão.
Os estilhaços ficaram juntos
Mas eu não queria.
Dei-lhes um pontapé
E os cacos
De vivas arestas
Espalharam-se,
Assim, sim.
Era assim que eu os queria
Para a corja
A burguesia,
Os pisasse
E os sentisse
E se lembrasse
Do poeta maldito,
Que lhes recorda
A dor
Dos espinhos
Que lhe doiem na alma.
Caldas da Rainha, 24 de Fevereiro de 1968
2 Maio 2006