Entradas de 'Dossier STI/Sindicalismo'
Numa altura em que se discutem as grandes obras públicas a fazer e que em síntese são o TGV ou o Comboio de Alta velocidade e o novo Aeroporto de Lisboa, nada como ouvir a opinião de quem muito sabe (Professor Doutor jubilado António Brotas). Conheço o Professor há muitos anos e sei tratar-se de alguém, que para além do seu saber, é uma voz independente, um homem muito sério, não permeável a interesses, que é um idealista, um combatente de causas e convicções. Por isso recomendo a leitura do seu artigo, bem mais importante do que a voz de alguns papagaios que vão com Cavaco cavaquear, repetindo a mensagem (contra as obras, de agora !) de quem no passado foi o rei do regabofe do betão e do alcatrão, com obras faraónicas como o “Centro Comercial de Belém” (cultural chamou-lhe ele) ou que nos transformou num dos países com mais auto-estradas, deixando em contra-partida o caminho de ferro convencional numa lástima. Cavaco em obras públicas (foi um despesista), como noutros aspectos (um alimentador de clientelas, veja-se o caso BPN) não é exemplo que se recomende. Bem devia “meter a viola no saco”.
Leia pois em seguida a esta transcrição de um email, que mandei a amigos, as ideias do professor.
Com as mais cordiais saudações – Fernando Rocha
10 Maio 2010
Há dias um amigo fez um comentário, num dos artigos, da série “OS MEUS PRESIDENTES”, inseridos neste site/blog, em que me perguntava se eu ganhei alguma luta, ao longo do meu activismo político ou sindical, de muitos anos. No fundo perguntava e duvidava dos resultados da minha relativamente longa acção, enquanto homem empenhado na luta política; mas a minha intervenção sindical, também, estaria subjacente ao seu questionamento, pondo em dúvida os ganhos de toda essa minha militância, de próximo de quarenta anos. E estava, de facto, subjacente a minha acção sindical, porque tendo sido meu colega de serviço, era essa a minha principal actividade, de carácter cívico, digamos.
Continuamos a ser Amigos e eu de modo algum me sinto agastado, por essa sua dúvida, tanto mais que ele se reformou cedo e não continuou a acompanhar, de perto, o meu trabalho, como activista. Logo a seguir ao seu comentário, eu, por minha vez, respondi-lhe, imediatamente a seguir, também, no supra citado texto (“OS MEUS PRESIDENTES IV”), não só para ele, mas, igualmente, para esclarecer todos os outros visitantes deste site, designadamente os sócios e os Amigos do já histórico STI .
Em primeiro lugar dizer que nunca ganhei nada com todo esse meu activismo. Fiz o que fiz, em trabalho voluntário, não remunerado, por idealismo, por convicção, por ideais políticos e sindicais, querendo acreditar, como ainda acredito, que é através da participação, exercendo a plena cidadania, bem como assumindo, também plenamente, a condição de trabalhador, que o Homem (homens e mulheres) será mais livre, mais respeitado e dignificado, numa sociedade crescentemente mais democrática e justa. E acreditem, que, tanto a Liberdade como a Justiça, não se pedem e muito menos se mendigam, conquistam-se.
É isso que a História nos ensina; e foi, também, isso, que aprendi, com a experiência de participação empenhada e de luta. A relativamente boa e distintiva carreira, no seio da Função Pública, que nos Impostos se criou – a luta pela Reestruturação de Carreiras - não foi uma dádiva, foi uma conquista, ao cabo de muita luta, que culminou com uma Histórica GREVE, de dezassete dias consecutivos (DESDE LOGO ESSA LUTA GANHEI, sendo um dos seus maiores dinamizadores, no Distrito de Lisboa).
Tive muitas pequenas vitórias, como fossem a resolução do problema dos ex-tarefeiros (alguns já não se lembram que fui dos seus principais defensores, contra tudo e contra todos, mesmo dentro do próprio Sindicato e alguns deles chegaram a cargos de Direcção, que não teriam se para a rua fossem, naqueles anos oitenta, do século passado, como muito “boa gente”, na casa, queria). Os colegas Administrativos (não esquecendo os auxiliares-administrativos), perdoem-me a crueza, mas, também, me devem alguma coisa. Muitos colegas da carreira Técnica-tributária, aceitavam muito mal qualquer solução, para que, a estes trabalhadores, se fizesse justiça. Nunca os esqueci e, também, contra tudo e contra todos, os procurei defender e alguma coisa se conseguiu, havendo, porém, algumas injustiças relativas. Depois, com a derrota do “cavaquismo” e a ascensão do PS e do Engº. António Guterres, ao Poder, em l994 (luta política em que tive muito empenhado, sendo pioneiro nos famosos Estados Gerais, no sector dos Impostos, que foram a ossatura da vitória do PS), acabou-se com os contratados a recibo verde - de que a direita (PSD), no Governo de Cavaco, com Manuela Ferreira Leite na Sec. do Orçamento, meteram às catadupas nos serviços, para colmatar os quadros, mas recusando-lhes quaisquer direitos.
Não se esqueça, também, que ainda como delegado sindical estatutário, no Sindicato da Função Pública, contribuí para a resolução, integração, na DGCI, com direitos, dos colegas retornados das ex-colónias portuguesas. Finalmente referir que sendo dos Impostos, sempre lutei pelos direitos dos nossos colegas das Tesourarias, recusando uma espécie de “racismo” (não de pele, mas de situação profissional). Muitas outras pequenas lutas contribuí para que ganhas fossem ou “empatei”. Porque, reparem, se, por vezes, na luta sindical, como na política, não houver condições para ganhar, “empatar” pode saber a vitória (ou seja, evitarem-se as piores consequências de uma tentativa de imposição de medidas muito lesivas, por iniciativa do Governo ou da Administração, no caso a Fiscal.
Mas se nos sectores mais marginalizados, da casa dos Impostos, a minha acção pode ter sido importante, passe a imodéstia, no seio das carreiras técnicas, não deixei de contribuir para algumas vitórias (desde logo a já referida, pela reestruturação de 1979) e, certamente, bastantes “empates”.
Desde logo um “empate”, com especial sabor a grande vitória. Trata-se da minha luta – então como membro da Direcção Nacional (DN) do STI, que quase só travei - em 1993, contra os DISPONÍVEIS, na DGCI e nas TESOURARIAS, contra a nossa caseira “dama de ferro”, que dá pelo nome de Manuela F. Leite e que é uma das personagens políticas contra as quais tenho, desde há muito, um certo “ódio de estimação” (“ódio” aqui é uma metáfora, por isso, também, a expressão está entre aspas).
A história é simples: – Mão amiga, bem colocada nos Serviços Centrais da DGCI fez-me chegar uma folha do desdobramento do Orçamento de Estado, desse ano, para a DGCI, onde se verificava uma redução colossal das verbas com pessoal nos Impostos e nas Tesourarias. Fiz uma contas, para, por alto, ver quanto é que aquilo dava em número de trabalhadores e verifiquei que era uma enorme sangria. Comuniquei o caso aos restantes membros da DN, que duvidaram daquela péssima notícia. Respondi-lhes, desde logo, que as minhas fontes eram seguras e de que a fotocópia do documento, que possuí e que lhes dei, o atestava; e que, assim sendo, assumia sozinho denunciar a grave situação. E desde Rádios a jornais, bem como a colegas, fiz um barulho dos diabos, assumindo ficar pelo Poder (desde o Governo à Administração) “queimado”.
Eram, assim, aos milhares os trabalhadores dos Impostos e das Tesourarias, que nesse já distante ano de 1993, a Senhora (actual líder do PSD), queria mandar para casa, com uma progressiva perda de direitos, que poderiam culminar com a perda definitiva do emprego. A medida era tão absurda, tão inacreditável, que no seio da Direcção do STI, liderada então, pelo colega Severo Almeida, ninguém, nela, queria acreditar. Todavia, apesar de me acusarem de alarmista, a uma reunião agendada, com a então, dita cuja, nessa altura Secretária de Estado do Orçamento (sendo Ministro o Professor Braga de Macedo e Primeiro Ministro o Prof. Cavaco), foi perguntado à senhora se o que se dizia dos “disponíveis”, no sector, era verdade, o que ela confirmou. Pelo menos nessa resposta, foi séria, o que já é alguma coisa, sobretudo nestes tempos que correm.
Quando essa resposta a então DN do STI obteve, da boca, mais que poderosa, da então Secretária de Estado Drª. Manuela Ferreira Leite e a questão foi, ao pessoal, foi, pelo Sindicato, oficialmente comunicada, os serviços, por todo o País, entraram em “polvorosa”, bem como uma boa parte da opinião pública achou que aquilo era um disparatado exagero do “cavaquismo”. E, assim, toda aquela trama, da pérfida senhora e seus acólitos, do papel não passou.
Penso que, por hoje, já chega. Isto já está um grande testamento, em termos de escrita na “NET”. Chega, porque tem de chegar, pela razão que atrás dei. Fica muito por contar. Fica muito por dizer. Sobretudo, no capítulo dos meus sonhos, para o SINDICALISMO e, muito particularmente, para o STI, o Histórico SINDICATO DOS TRABALHADORES DOS IMPOSTOS. Ficou imenso por fazer, muita coisa por conquistar, mas, mesmo com prejuízo da minha vida pessoal (por exemplo, um curso académico que poderia ter tirado), mas não me arrependo, valeu a pena (!); e quando dialogo com a minha consciência, FICO MUITO DESCANSADO, MUITO TRANQUILO e na rua, publicamente, ando à vontade, sem vergonha, na face !…
Fernando Rocha
NOTA DE ACTUALIDADE (UM ENXERTO NESTE ARTIGO) – “MUDA DE VIDA”
Estava a escrever o texto, que antecede, e estava, simultaneamente, dando alguma atenção ao programa da RTP1, de Fátima Campos Ferreira, “Prós e Contras”. No de hoje, para “variar”, falava-se das nossas contas do Estado e, mais particularmente, do Orçamento. Para “variar”, também, os funcionários públicos, no que toca aos seus vencimentos, “estiveram na berlinda”. Como já sabemos, continuamos a ser a presa fácil, das más políticas, do desvario orçamental. Continuamos a ser os “bodes expiatórios” da crise e os principais “causadores” do défice, na boca de alguns figurões, que, de barriga bem cheia, dão “bitates” e debitam sentenças, que nos têm como destinatários. Funcionários Públicos e pensionistas são, para alguns cavalheiros, uma espécie de párias, a sangrar, custe o que custar, a emagrecer, salariamente.
Um dos cavalheiros por quem, a par com a M. F. Leite, começo a ter um, também, “ódio de estimação” é um tal Prof. Nogueira Leite (que já foi governante, no PS) e agora, faz de figurante em areópagos do PSD ou do hipotético novel líder Passos Coelho (segundo as imagens que nos dão os canais de televisão). Sua Exª., um arrogante reaccionário, inchado na sua soberba, permite-se dar “lições”, c…… sentenças e “puxar as orelhas, aos Sindicatos da Função Pública. Desta vez até o Professor Silva Lopes o zurziu, pelo mal que quer e diz dos aposentados e funcionários da Função Pública. Sua Exª. é um nababo deste sistema, herdeiro bastardo do “25 de Abril”, que culpa não tem da ascensão aos vários sectores do Poder (ou dos Poderes) destes oportunistas e chupistas, sem vergonha.
Houve um outro figurão que falando do “monstro” uma criação retórica, do actual inquilino de Belém, chegou mesmo a falar em despedimentos e cortes de salários, na Administração. Esqueceu-se de falar, todavia, o “esquecido” nos figurões dos gestores, que se auto-remuneram a peso de ouro.
O Dr. Medina Carreira (que por vezes diz coisas certas e que eu, neste site, já louvei) esteve mal, muito mal, a “rezar” pela vinda do FMI, para nos pôr na ordem, em termos orçamentais. E está completamente errado nessa sua vontade da vinda do FMI, porque o que é preciso é mudar de políticas (e de políticos no Poder, do “centrão”, a que o CDS serve de bengala) e é o Povo Português que o tem que fazer, votando de modo diferente. A crise é agravada seriamente por estas políticas direitistas de Sócrates, que o PSD e o CDS, no fundo, subscrevem e que viabilizam (a “abstenção construtiva” de Paulo Portas é uma anedota, como se a abstenção, que significa um alheamento, pudesse ser construtivo; no fundo diz que queria votar a favor do Orçamento, mas não pode, porque, se o fizesse, “mostrava o rabo”, desmascrando-se, por completo na sua pose de oposição).
O despesismo dos Gabinetes (Governamentais, das Direcções-Gerais, das Empresas estatais), as obras anunciadas faraónicas, a corrupção (que é o maior Imposto Português, que escondido nos empobrece), o dinheiro dado aos banqueiros, mesmo cobrindo, sem regra, as vigarices, etc., são, só a título de exemplo, a verdadeira causa da nossa desgraça.
O País, a maioria do Povo, tem de levar à letra a canção do António Variações “MUDA DE VIDA”. Só mudando o sentido de voto nos livraremos da desgraça e desta praga de parasitas.
Fernando Rocha
PS – Baptizo PAULO PORTAS de “POLÍTICO BENGALA” , pois foi “BENGALA” de Durão Barroso (e de Santana, também), no Governa da direita, antes de Sócrates; e, agora, de Sócrates “BENGALA” é, com a sua “abstenção construtiva”, que acabou por levar à trela o PSD, de Ferreira Leite, com medo de lhe ficar atrás.
É uma “BENGALA” para a desgraça,
Deste nosso desgraçado País,
Que da crise não passa
E que pode partir i nariz !
De Sócrates Paulo é bengala
Livrando a sua aflição
De trazer de novo a fala
O voto do nosso “povão”.
“Povão” que vai percebendo
Que foi de novo enganado
E talvez já nao querendo
Ser de novo “lixado” !
2 Fevereiro 2010
Notas prévias
- Este texto não é nem uma ficção completa, nem uma verdade objectiva e absoluta (que desconfio não haver em lado nenhum, nem em nenhuma circunstância). Limita-se a ser uma visão, uma observação, tendo em atenção, que quem a escreve apenas observa e como todo e qualquer observador, uma observação nunca é totalmente isenta, bacteriologicamente pura.
- “Supremo Mestre” porquê ?
- Porque a personagem que vou tentar retratar, neste modesto escrito, para que peço às transcendências algum engenho e arte e paciência, é um verdadeiro e notável artista, da nossa praça, especialista de primeira água na arte do disfarce e nas máscaras, de que usa e abusa, que põe e tira, como quem de camisa muda. Maquiavel, ao “Supremo Mestre” comparado, é um simples aprendiz de feiticeiro, que aos seus calcanhares não chega. Também é dotado de uma “lata” sem limite e só mais longe ainda não foi, na política e no sindicalismo, porque, como diz o dito, ”tudo o que é demais é moléstia” e, nele, o excesso excede-se ao seu próprio significado.
- Este texto vai ser mais comprido que os habituais, mas para um retrato mais próximo do real, do “Supremo Mestre”, não me resta alternativa e a figura é, de um ponto de vista da narrativa, para um “escriba” (que se distancie das “mordeduras”), deveras aliciante. Espero que os leitores gostem e gostarão, certamente, todos aqueles que coleccionam “retatos” de invulgares personagens, para não dizer uma quase genuína “abencerragem” !…
Conheci o “Supremo Mestre”, já la vão bastantes anos (infelizmente, porque isto significa estar a envelhecer e envelhecer só é bom porque se acumula experiência/memória, que se pode adicionar à inteligência; porque, quanto a tudo o resto, envelhecer é mau; está-se mais próximo do fim e o fim de uma vida é sempre uma tragédia, ainda que seja uma condenação, a todos nós, seres vivos, comum).
Conheci o “Supremo Mestre” no pré-histórico Congresso de Troia, do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI), que propriamente Congresso ainda não foi. Tinha saído do Sindicato da Função Pública, onde era delegado sindical estatutário, pela DGCI e fui directamente para Troia, designado pelo saudoso Eduardo Belo, pelo José Rosa e, salvo erro, pelo Carita Farto (todos membros da Direcção Nacional, do então Sindicato dos Trabalhadores da Direcção-Geral das Contribuições e Impostos), para Vice-Presidente da Mesa que presidiu aos trabalhos.
Ter tido essa responsabilidade num agitado Congresso em que alguns congressistas, depois do almoço e do jantar, estavam muitíssimo animados, por umas boas litradas, foi, para mim, das missões político-sindicais mais duras ou espinhosas. Foi “o Diabo a sete”. Havia gritos de oradores, que não respeitando a mesa, se atropelavam, geralmente também aos gritos, uns aos outros. Ninguém tinha mão naquilo. Por fim um dos Secretários da Mesa ao segundo dia, farto, sem nenhuma explicação dar, limitou-se a desaparecer ou melhor dito, a fugir, porque estar ali, naquela alhada, não era uma honra, mas um suplício, a que não faltavam alguns “mimos” saídos de algumas bocas, para nos “brindar”, a nós que era suposto dirigirmos os trabalhos.
Ora foi nesse louco contexto que eu travei conhecimento com o “Supremo Mestre” um dos oradores mais interventivos e truculentos. Passados alguns anos, Sua Excelência, foi indicado e aceite para um modesto lugar numa lista de Direcção Nacional do STI, de que eu também fiz parte. Não o conhecendo bem ainda, embora tal inclusão não fosse do meu total agrado, tanto mais que não gostei do pretexto alegado, que era “para abrir portas” – leiam-se portas do Poder e, mais concrectamente, do Poder do GovernoPS/PSD, o famoso Governo do Bloco (não o meu) mas o do Bloco Central, em que era Primeiro Ministro Mário Soares e Vice-Primeiro Ministro o malogrado Professor Mota Pinto, líder, de então, do PSD.
Foi nesse contexto de colega da Direcção que um dia, através de uma ida ao Parlamento, para que a personagem retratada se voluntariou, resolvemos acompanhá-lo na demanda do seu líder Professor Mota Pinto, para desbloquear uma reestruturação de carreiras ( salvo erro), que reivindicávamos. Entrados como visitantes na Assembleia da República, em plenos e famosos “passos perdidos”, o dito cujo, vendo ainda longe o seu líder, no meio de deputados, a personagem, começando a caminhar, apressadamente, ao encontro do notável Vice-Primeiro Ministro, gritou: - Companheiro Mota Pinto !
Naquele momento, envoltos pela estupefacção, toda a gente para ele (personagem) e Prof. M. Pinto olharam. Eu se tivesse um buraco no soalho nele me tinha enfiado. Já me não recordo se a cena resultou ou não totalmente, mas tenho a ideia que contribuiu para acalmar o um Secretário de Estado da Administração Pública, que estava reticente às nossas reivindicações. Recordo-me, também, que, quase imediatamente a seguir à cena, quando jantávamos, lhe perguntei se ele tinha assim tanta confiança, com o governante, para o abordar daquela maneira, ao que a personagem me respondeu, qualquer coisa como: – Não te rales; ele precisa do meu voto nos Conselhos Nacionais do partido. (Para alguns este episódio pode ser tido como um elogio, dizendo que a personagem, que diabo (!), foi útil. Esquecem, todavia, que este é o tipo de sindicalismo, que, mais que a razão que lhe deve estar inerente, se faz por “cunha” e que essa tem, por sua vez, geralmente, um preço. Verdadeiramente, essas práticas não são sindicais e as suas conquistas, são em muitos casos provisórias, dependentes do inquilino do Poder, que as concedeu e, em bastas vezes, só existentes enquanto aquele o cargo ocupa. “Colam-se com cuspo”, que, uma vez seco, ao menor golpe de vento descola.)
De outra vez o STI realizou uma reunião na Repartição Central do Imposto Complementar de Lisboa, edifício da Rua Braancamp, em Lisboa, onde funcionavam também a maioria dos Juízos do Tribunal Tributário de 1ª. Instância de Lisboa. Estávamos no início da época dos telemóveis, cujos antepassados pré-históricos dos pequeninos e modernos celulares, eram uns tijolos enormes, que pesavam quilos e que custavam uma pipa de massa, não acessível a qualquer bolsa, dum comum mortal, trabalhador por conta de outrem, ainda que razoavelmente remunerado.
Ora na altura o STI tinha transferido a sede nacional de Setúbal para Lisboa, para a Rua Quirino da Fonseca, não se tendo conseguido logo, da PT, a instalação de telefone fixo, razão pela qual resolveu a DN (por exigência de Sua Exª.) adquirir um dinossáurico telemóvel (comparativamente aos sofiticadíssimos, destes tempos), que ajudou a estragar, provavelmente, o Orçamento do Sindicato naquele ano. É óbvio que, antes disso, a personagem deste resumido “retrato” escrito, já tinha, num processo algo conturbado (com um Congresso pelo meio), sido escolhido, pela Direcção Nacional cessante, com a minha firme discordância, para passar a candidato a maioral… E, com todos aqueles apoios (embora com muitos “mas”), sequentemente obtido uma vitória no sufrágio.
Foi, pois, já nessa qualidade, que S. Exª., foi a uma sessão de esclarecimento à lisboeta Rua Braancamp, onde eu, depois de ter abandonado as funções de Secretário da Direcção (por imposição estatutária de apenas permitir a repetência de mandato de um membro) era delegado sindical, pelo Tribunal Tributário e, consequentemente, fazia as honras da casa, recebendo o novel supremo dirigente.
Apresentei o palestrante, que patenteava mais o porte de um Director de Finanças do que de um dirigente sindical e o pagode foi-se juntando, para saber novidades e para ver em que aquilo dava, muitos movidos pelo pasmo, que se dividia, entre a invulgaridade daquele “sindicalista” e a máquina infernal que o acompanhava.
Fui, pois, testemunha privilegiada de uma cena de antologia, em que foram portagonistas o, ao tempo, extraordinário e raríssimo objecto, que dava pelo termo (na altura um neologismo) de telemóvel, com um aspecto de objecto criado, algo experimentalmente, por um cientista, de meados do século passado e a minha retratada ”abencerragem”, bem dentro da sua pele, de fanfarrão, perito em basófias, ufano de ser detentor do último grito da técnica comunicacional. A cena real ou ficcionada, foi a de, a meio da reunião aquela máquina (enorme, que quase mais que a arenga, do “sindicalista” convidado, retinha quase todos os olhares, por curiosidade e até cobiça) começar, pasme-se, sucesso dos sucessos, a retinir, indiciando chamada telefónica.
Por respeito e por grande curiosidade, do maralhal, fez-se um silêncio profundo na sala, que albergava perto de cem ou mais almas. E eis que senão quando, para ainda maior pasmo geral, a voz de “Sua Exª.”, num tom determinado, bem ao jeito e aos modos de um agente de vendas sofisticado, alto e bom som, ia respondendo ao interlocutor, do outro lado da linha, que para aquela falante máquina não existia, coisas como: - ”Sim”, “não” ou “pois Sr. Secretário de Estado”. Perante um ou outro sussurro, que ainda, “de quando em vez”, sobrevivia na sala ouvia-se, impunha-se, de imediato, um coro de “chios”, acompanhados do sinal, com o dedo indicador direito, no nariz, ordenando, “silêncio absoluto e imediato”. Ainda hoje estou, estamos, eu e alguns dos circunstantes, mais prevenidos, para saber, o que naquilo foi realidade ou ficção, mas adiante, nunca ou talvez nunca o saberemos, que o segredo é, para os “artistas” desta estirpe uma, senão a principal, das bases do “negócio” …
Abreviando esta “fotografia” escrita, que já vai longa, depois disso, ao fim de muitas traquinices e prepotências, sua Exª., perdeu o pé no Sindicato (ou seja o lugar), por variadíssimas cenas de indecente e má figura. Poucos anos depois do seu afastamento, empurrado pelos seus próprios excessos em quase tudo (só em matéria de despesas, num só ano em almoços jantares, deslocações, estadias, a personagem apresentou recibos/facturas de milhares de contos, ultrapassando pela direita e pela esquerda o “activismo”, que naquelas circunstâncias dele se exigia), a coisa foi mais longe, do que o seu afastamento de dirigente sindical e até a qualidade de sócio lhe foi retirada, num célebre e “animado” Congresso, por toda essa casta de actos menos próprios, inerentes a um sindicalista, abreviando e aligeirando, para não ser fastidioso no detalhe. Reconheçamos que alguns empolados, por adversários figadais do dito, embora alguns destes, por sua vez, também, algo deixassem a desejar, mas que, justiça lhes seja feita, nem de perto, nem de longe, igualavam o “Supremo Mestre”, em petulância, prepotência (etc.), que até dá pudor de mais detalhadamente descrever.
Mas ei-lo, há pouco mais de um ano de regresso à casa, fruto de habilidades várias e de uma asneira de quem, que depois o quiz combater, mas que se esqueceu do velho ditado de que “QUEM O INIMIGO POUPA ÀS MÃOS LHE MORRE”. Que é um ditado terrível, pela sua crueza, mas que no caso se aplicou que nem uma luva, aquele amigo, que agora “torce a orelha, mas …”
Abreviando, mais ainda, recentemente, quase sem querer (como diria o outro, “sem saber ler nem escrever”, o que me esperava) fui vítima de toda uma série de intrigas e calúnias da personagem e de alguns dos seus mais fieis acólitos, que chegaram por via cibernética a milhares de pessoas, muitas que me conhecem e outras que não, dado já estar bastante afastado das lides há anos (fazendo sem pressa, nem horário, coisas como esta, que agora faço, escrevendo o que me dá na real gana).
Pensei, na altura, porque provas tinha e a coisa foi de enorme gravidade (pelo extremamente calunioso), mover um processo a “Sua Exª.” e comparsas, mas dado o estado a que a nossa justiça chegou e à sua caristia, hesitei e ainda hesito. Fica, todavia o solene aviso. Se sua “Exª.” voltar a passar as marcas …
E, assim sendo e porque há escritas mais motivadoras, por aqui me fico; mas assegurando-lhe (ao descrito), que não o temo e que nem ódio lhe tenho, porque mais que esse sentimento, a criatura, desprezo merece; como, também, porque a sua verdadeira face ser por demais repelente; embora por mera curiosidade, dos vários traços psicológicos e filosóficos do tipo humano, das máscaras, que o dito cujo, usa e abusa, algumas das suas histórias, nos sirvam para melhor conhecer o bicho homem, espécie a que, também pertencemos; no caso em apreço relatado e agora encerrado, na sua versão a um tempo por de mais descarada e a outro prepotente, até dizer chega, etc., etc….
Fernando Rocha
PS (não do dito cujo partido, que não é o do Supremo Mestre, o seu termina em D; mas de post scriptum) - Mas vamos ao PS que se faz tarde: Soube que sua Exª., para além de ser Supremo presidenciável na casa dos cobradores dos Impostos ( taxas e derramas) e ainda Chefe na capital da cerâmica, do c…… , do coiso, bem entendido, frequenta também a Academia e, muito brevemente, provavelmente, será jurisconsulto; tal como o outro que era Director de Finanças, na principal cidade banhada pelo Tejo, e, paralelamente, tirava uma licenciatura (por isso não “viu” algumas caducidades e os “malandrins” que o rodeavam) , sendo agora autarca Chefe numa velha cidade, com castelo e tudo (brevemente ser-lhe-á atribuído o título de alcaide). Esta gente tem tempo e lata para tudo e ainda algo sobra. Mas o Mundo está para eles (os “Chicos espertos”). Para mim e para muitos outros, os seus “escravos”, como aquele que se assinou por “escravo das Caldas”, sobrou-nos sempre apenas trabalho, mas também honra, que é coisa , que neste tempo anda muito arredia, de muito figurão. Falo, igualmente, por mim, que apenas frequentei a Academia depois de reformado, mas que uma avaria no “relógio”, distribuidor e comandante da circulação sanguínia, me fez há dois anos interromper. Mas o País está entregue a esta gente, mesmo ao mais alto nível, que havemos de fazer (se é tão difícil de corrê-los) ?!…
Dos parvos, como nós, não reza a História. Restam-me, a mim, apenas, estas histórias (ao longo da vida coleccionei biografias de figurões, no disco rígido) e de vez em quando …
PS nº. 2 – Leia uma ÚLTIMA HORA, de 27/12/09, aposta no artigo (já em artigos anteriores) “ÚLTIMAS DA DGCI DE LISBOA: “REVOLUÇÃO” OU MELHOR, XEQUE MATE AO REGENTE”
A TODOS BOAS FESTAS, QUE A ÉPOCA É DE PAZ E AMOR !…
26 Dezembro 2009
A história é só mais uma, de uma personagem que há muito que se transformou no campeão do populismo e da demagogia, na cena política portuguesa. Desta vez foi no debate com Francisco Louçã, com a tirada dos telemóveis, como poderia ter acontecido noutras circunstâncias, já que S. Exª. usa e abusa da demagogia e do populismo, para obter efeitos mediáticos.
Mas vamos por partes: Na página 106, do livro da Editora Bertrand, que edita o programa do Bloco de Esquerda, no seu ponto 4. UMA REFORMA PROFUNDA PARA CRIAR JUSTIÇA FISCAL, coloca-se como última proposta, no início da página 107, o seguinte: “Os pagamentos em espécie devem ser tributados (como o usufruto de viaturas de serviço e o uso livre de telemóveis).
Só a quem nunca trabalhou nas Finanças ou nunca lidou com a contabilidade das empresas, esta questão pode fazer confusão e aceitar-se como errada a proposta do Bloco de Esquerda e, consequentemente, dar razão à “irónica crítica” de Paulo Portas, que é uma tirada da mais descarada demagogia; uma vez que muitas empresas, desde sempre, para fugirem a um rendimento colectável mais elevado (o correcto e justo), usam esta forma de pagamentos em espécie, que se aplicam sobretudo a Administradores e Gerentes (a maioria sócios das empresas), para iludirem o fisco e, por sua vez, darem benesses remuneratórias, ocultas, aos seus mais próximos.
(e, também, só quem não sabe os montantes em que isto pode importar, pode ir nesta “tanga” do nosso conhecido campeão da demagogia, já que o vulgar trabalhador, de um modo geral, não beneficia destas mordomias e, para além de adquirir o seu próprio telemóvel, paga as chamadas que faz, que, por vezes, representam uma boa fatia num orçamento pessoal.)
Mas há mais:
S. Exª. que já foi Ministro sabe bem, mas, coitado, “esqueceu-se”, do regabofe que vai por todos os gabinetes governamentais e outros, como por exemplo os camarários (em muitos municípios) e outros departamentos Estatais, com o uso e abuso destas remunerações indirectas, que chegam ao cúmulo de se atribuírem, a estas pardacentas figuras de adjuntos e Chefes de Gabinete, cartões de crédito para despesas de representação ( o caso da Câmara Municipal de Lisboa e, sobretudo, com as suas empresas municipais, no tempo de Santana Lopes e Carmona, são um “bom” paradigma desse abuso, já a contas com a Justiça).
Caro colega dos Impostos, conhece(s) esta questão; bem poderás desmascarar, com toda a propriedade, este nosso “Paulinho das Feiras”, que neste caso, desceu à categoria de charlatão, da “banha da cobra” ou a vender, seja cobertores ou gato por lebre!…
Fernando Rocha – Ex-sindicalista do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos
14 Setembro 2009
“Sob o manto diáfano da fantasia”, espreitando por baixo deste, a pouco e pouco, as sombras desvanecem-se e começamos a ver mais claro, os contornos das várias tramas que têm “links” mais esteitos do que à primeira vista pode parecer.
Ao princípio eu não compreendia bem por quê tanta hostilidade para quem, quase por acidente, tinha tropeçado em interesses mais ou menos subterrâneos instalados ou em vias de instalação, quando a propósito do artigo “PARANOIA SECURITÁRIA EM EDIFÍCIOS DA DGCI DE LISBOA”, a DGCI e o STI se apresentaram em frenética ebulição. Eu próprio, quase de imediato, comecei a levar com estilhaços, que bastante me feriram e chocaram (calúnias e mais calúnias), da guerra de interesses, mas também de justas lutas, com que quase por acidente tropeçara. E foi assim que, deixando que o meu site/blog se transformasse numa tribuna de total liberdade, fui compreendendo tudo o que estava (e ainda está) em causa, no seio da DGCI, com os seus trabalhadores e no seu próprio sindicato – o STI -, que não é por mero acaso, que é, há muitos anos, o meu.
Deixei, assim, não me intimidando, com as ameaças e chantagens, que sofri, que todo e qualquer trabalhador ou simples cidadão, tivesse a voz que quizesse querer ter. Quando é assim, se opta pela liberdade, sem qualquer restrição, correm-se riscos, mas tal como o azeite, que vem sempre ao cimo se misturado com a água, a verdade ou as verdades, ao fim de algum tempo, mais devagar e menos certas que o azeite, têm uma forte tendência para vir ao de cima.
Embora sujeito a um quase autêntico massacre, pondo em causa a minha integridade, a minha seriedade, que não é de ontem, nem de hoje, no seu significado mais restrito e mais amplo, em simultâneo, aguentei-me e penso ter prestado um serviço, aos meus ex-colegas, ao meu sindicato e à própria democracia, que defendo e desejo que seja mais participativa e que, neste caso, de facto o foi. Não me quero armar em heroi e muito menos colher louros, desta minha modesta acção, mas não posso deixar de me sentir bem comigo próprio e até por vezes emocionado, com as imensas provas de apoio e solidariedade, que de muitos colegas e sindicalistas recebi. Espero apenas que o STI, que através dos seus dirigentes, me parece estar a corrigir o tiro, consiga averbar uma vitória, não só para ele, mas para todos os trabalhadores que representa. Independentemente de quaisquer divergências ou querelas, são esses os meus mais profundos e sinceros votos.
Todavia, o título deste texto e o seu primeiro parágrafo não têm exactamente a ver com o que escrevi até aqui, embora haja os seus “Links”, por vezes mais estreitos do que possam parecer. Assim um dos meus detractores mais assanhados, só reparei há dias ser exactamente o mesmo, que, primeiramente, comenta o artigo, anterior a este conjunto de artigos, intitulado “O PASSADO BRANQUEADO DE RAÚL CASTRO …”, escrito por mim a 26 de Julho e onde um tal AGOSTINHO MARQUES (nome verdadeiro ou suposto), escreve um comentário, “picado”, sabe-se lá porque tipo de mosca, mosquito ou coisa, para, depois vir a aparecer com comentários, que dum primeiro, em que me trata por Senhor, embora com insinuações e calúnias graves, vai delizando para o insulto, com a linguagem e o sentido do mais evidente baixo nível. Será isto apenas uma mera coincidência ?!…
Certamente que é mais do que isso e embora também ataque, depois o colega Hélder Ferreira, não o faz da forma assanhada como comigo bem demonstra. Será que haverão aqui “links” ou ligações perigosas, que passam por situações bem mais graves do que estas, das polémicas no seio da DGCI e mais concrectamente no STI ?
Porque será que sendo o caso “Beltrónica” uma minha aparente (e só aparente, para algumas mentes menos esclarecidas, doentias ou desonestas) fragilidade, nem uma só vez o caso é mencionado ?
Será que há mesmo um autêntico “TRATADO DE TORDESILHAS (de no mínimo alguns figurões) DO “CENTRÃO…”, com “links” bem mais acima, do que estas personagens que mencionei ? Sinceramente, não consigo responder, mas bom seria que quem, de Direito, para tudo isto encontrasse a resposta ou respostas.
É por estas e por outras que me sinto muito bem, politicamente, onde já há mais de 10 anos estou; COM GENTE DE CARA LAVADA, que não pactua com indecências, hipocrisias e traficâncias, que se apresenta ao sufrágio do povo, de forma decente e com políticas de verdade, as únicas que podem contribuir para que tenhamos um País mais justo, solidário e livre.
Voltando ao meu Sindicato e a esta sua actual luta (independentemente de divergências e querelas, a que já me referi) espero que a sua luta seja coroada de êxito. Êxito não só para o Sindicato (o glorioso meu STI), mas sobretudo para o sindicalismo e os trabalhadores, que têm nele a mais eficaz arma de defesa, contra abusos, prepotências e a favor de relações laborais mais justas e progressistas. Por muito que gostemos do STI, não poderemos, por isso ignorar que ele é apenas ou apesar de tudo, um meio (embora muito importante), para a assunção de um fim mais amplo, que é o da emancipação dos trabalhadores, no caso os meus ex-colegas, Trabalhadores dos Impostos.
Terminava pedindo-lhes ao STI (no seu todo) e aos meus ex-colegas do activo, que, em primeiro lugar, não se esquecessem dos reformados; pois não é justo que estes vejam algo sistematicamente as suas pensões de aposentação depreciadas, relativamente aos vencimentos dos trabalhadores do activo. E, finalmente, que não se esqueça e muito menos se ignore o episódio da “PARANOIA SECURITÁRIA EM EDIFÍCIOS DA DGCI DE LISBOA”; porque, aí, pode estar (e estará muito provavelmente) em causa esse valor maior, que “Abril” nos deu, que é o valor da Liberdade !
Não há uma verdadeira liberdade se todo o nosso quotidiano, gestos mínimos da nossa privacidade, forem devassados por um qualquer “Big brother”, que, acima de tudo e todos, espia e julga esses mesmos nossos gestos ? E mesmo que essa devassa tenha, por razões de segurança, alguma razão justificativa, é caso para perguntar: Quem controla o limite dessa sua devassa e, em última análise, quem o controla a ele ?!… Isto para além de importantes condições de segurança postas em causa, em caso de sinistro, para trabalhadores e visitantes contribuintes ou outros cidadãos, que frequentem, ainda que ocasionalmente, esses serviços.
Fernando António da Costa Rocha
(Ex- Vice-Presidente da Dir. Nacinal e ex-Presidente da Direcção Distrital de Lisboa, ambas do STI)
25 Agosto 2009
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