Entradas de 'Ficção'

SERÁ O PRIMEIRO MINISTRO JOSÉ SÓCRATES UM CHANTAGISTA ?

Os factos foram revelados há algum tempo, mas vale a pena recordá-los para sabermos bem em que “Estado de Direito” vivemos e por pedagogia e higiene democrática.

A ser verdade o que abaixo se transcreve e nada o permite que duvidemos, já que José António Saraiva, ilustre Director do “Sol” , é uma personalidade tida como séria, esta dupla,  de SÓCRATES E VARA, eticamente, são mesmo uma vergonha nacional.  Tanto mais que  se nos dermos ao trabalho de somar as histórias  (“Face Oculta, Freeport, etc., etc.)  em que estão indiciados, não chegarão os dedos das mãos para as enumerar.

Será que quase trinta e seis anos depois do “25 de Abril” não merecemos melhor do que estes governantes que temos ? Que choldra é esta ?…

Vejamos, pois, com muita atenção esta entrevista de José António Saraiva e se é possível que num Estado democrático uma escandaleira como esta fique “em águas de bacalhau” ou em “banho Maria”, aguardando que, com a Justiça que (não) temos, daqui por uma dezena de anos ou mais um mínimo de justiça se faça ?

Será que somos mesmo uma democracia e um Estado de Direito ?!…

Que aconteceria num outro qualquer País democrático, da Europa e, sobretudo, nos Estados Unidos da América, a um governante que se comportasse como um reles chantagista ?!…

Ora vejam:

Vara – Pinto de Sousadupla da vergonha

Jornalista sério no panorama jornalístico português. Fala sem papas na língua.
A não perder.

Duarte Roriz José António Saraiva, director do ‘Sol’
José António Saraiva, director do ‘Sol’

22  Novembro 2009

Entrevista: José António Saraiva

“Não falimos por um milagre”

José António Saraiva, director do semanário ‘Sol’, revela ao CM que o Governo o pressionou para não publicar notícias do Freeport e que depois passou aos investidores.

Correio da Manhã – O ‘Sol’ foi coagido pelo Governo para não publicar notícias do Freeport?
José António Saraiva – Recebemos dois telefonemas, por parte de pessoas próximas do primeiro-ministro, dizendo que se não publicássemos notícias sobre o Freeport os nossos problemas se resolviam.
– Que problemas?
– Estávamos em ruptura de tesouraria, e o BCP, que era nosso sócio, já tinha dito que não metia lá mais um tostão. Estávamos em risco de não pagar ordenados. Mas dissemos que não, e publicámos as notícias do Freeport. Efectivamente uma linha de crédito que tínhamos no BCP foi interrompida.
– Depois houve mais alguma pressão política?
– Sim. Entretanto tivemos propostas de investimentos angolanos, e quando tentámos que tudo se resolvesse, o BCP levantou problemas.
– Travou o negócio?
– Quando os angolanos fizeram uma proposta, dificultaram. Inclusive perguntaram o que é que nós quatro – eu, José António Lima, Mário Ramirez e Vítor Rainho – queríamos pa-ra deixar a direcção. E é quando a nossa advogada, Paula Teixeira da Cruz, ameaça fazer uma queixa à CMVM, porque achava que já havia uma pressão por parte do banco que era totalmente ilegítima.
– E as pressões acabaram?
– Não. Aí eles passaram a fazer pressão ao outro sócio, que era o José Paulo Fernandes. E ainda ao Joaquim Coimbra. Não falimos por um milagre. E, finalmente, quando os angolanos fizeram uma proposta irrecusável e encostaram o BCP à parede, eles desistiram.
– Foi um processo longo…
– Foi um processo que se prolongou por três ou quatro meses. O BCP, quase ironicamente, perguntava: “Então como é que tiveram dinheiro para pagar os salários?” Eles quase que tinham vontade que entrássemos em ruptura financeira. Na altura quem tinha o dossiê do ‘Sol’ era o Armando Vara, e nós tínhamos a noção de que ele estava em contacto com o primeiro-ministro. Portanto, eram ordens directas.
– Do primeiro-ministro?
– Não temos dúvida. Aliás, neste processo ‘Face Oculta’ deve haver conversas entre alguns dos nossos sócios, designadamente entre Joaquim Coimbra e Armando Vara.
– Houve então uma tentativa de ataque à liberdade de imprensa?
– Houve uma tentativa óbvia de estrangulamento financeiro. Repare–se que a Controlinveste tem uma grande dívida do BCP, e portanto aí o controlo é fácil. À TVI sabemos o que aconteceu e ao ‘Diário Económico’ quando foi comprado pela Ongoing – houve uma mudança de orientação. Há de facto uma estratégia do Governo no sentido de condicionar a informação. Já não é especulação, é puramente objectiva. E no processo ‘Face Oculta’, tanto quanto sabemos, as conversas entre o engº Sócrates e Vara são bastante elucidativas sobre disso.
– Os partidos já reagiram e a ERC vai ter de se pronunciar. Qual é a sua posição?
– Estou disponível para colaborar.

Adicionar comentário 30 Janeiro 2010

A NATUREZA ESTÁ BEM FEITA: A RAÇA HUMANA NÃO “PADECE” DE CIO

De facto (comentando o título) assim é. O criador esqueceu-se de pouco; pensou em quase tudo para que alguma ordem reinasse neste grão de areia cósmico, que dá pelo nome de Terra !
Se assim não fosse a incerteza dos actos mais simples, da nossa vida, poderiam estar subordinados a circunstâncias ou regras pré-estabelecidas caóticas e absurdas.

Vejamos um clássico exemplo da justeza, do acerto, da criação, obra que, para além de conjecturas, do domínio das crenças, não enchergamos, com certezas, o porquê(?) e por quem(?). É assim e talvez por essa razão, que as vacas, os cavalos, os burros e, no limite, os elefantes (bem como os respectivos cônjuges) não têm asas e não voam. Pois, se tal acontecesse estaríamos sujeitos aos acasos dos seus “apetites” intestinais, apanhando com as respectivas poias, à laia de prendas ao contrário, acertando, aleatoriamente, nos “sortudos” passantes, com “prémios” de valor quantitativo diferenciado, como acontece no euromilhões (sendo o do elefante o “jackpot”). Também não terá sido, talvez, obra do acaso, por essa mesma razão, que sendo a avestruz sem dúvida uma ave, esta apenas corre, mas não cruza os céus terrestres voando e, consequente e arbirtariamente, obrando.

Cá por mim, bem me recordo, quando, criança era, indo em passeio com meu saudoso pai e de ser atingido por um “míssil”, na cara, proveniente de um pombo ou de uma ave de idêntico porte; e de meu pai, não tendo identificado a proveniência da “prenda”, ter-lhe sacado, com o dedo, um naco para, através do sentido do olfato, claramente a identificar. Sentenciando, de seguida, que era caca de pombo. Recordo-me, igualmente, de haver, a quando, também, da minha meninice e juventude, o hábito de ir toda a cidade, de Caldas, passear, ao Domingo, para o parque; e de haver um jovem cavalheiro, muito charmoso, envergando o seu impecável casaco de linho branco e que, calcorreando o principal picadeiro de cima abaixo, na tentativa de se agradar às catraias, ser “presenteado”, bem no centro dos alvos costados, com um tal “míssil” columbófilo; e de (pasme o leitor), em vez de agradecer a “oferta”, ter rogado à avezinha pragas e coriscos, bem como à família da dita; logicamente daquele incidente, de todo, inocente.

Mas deixemo-nos de irónicas conclusões, quanto à reacção dos passantes, objecto das “prendas” e vamos ao essencial do que com os leitores quero partilhar. Estando, agora, a passar por um mau momento da minha vida particular, pelo facto de ter duas jovens cadelas com o cio e de os dois cães, comigo também residentes, estarem desertinhos por usufruírem das delícias do amor, mas eu, forçosamente, o ter de evitar, por causa do aumento da “família” (nem sequer beneficiando do abono que, dessa natureza, para humanos há), dei comigo a pensar no caso do fenómeno do cio poder ser humano também.
O leitor mais desprevenido não imagina, certamente, as terríveis consequências que um tal facto teria no nosso viver social. A estrutura social humana seria outra, completamente diferente. E nem sequer sei se a civilização, neste seu grau de desenvolvimento, teria existido. Mas vamos imaginar que não seria assim tão diferente. Teríamos, então e, por exemplo, num edifício com vários a andares, a seguinte situação:

- Olhem (diria um dos homens para os outros) a vizinha do 8º. Esquerdo está com o cio !

Imagine, pois, o leitor o corrupio, escada abaixo, escada acima ou quando ela à rua saísse a confusão que não seria!…
De facto, reconheçamos, que seja lá a criação obra de quem quer que seja, mais transcendência, menos transcendência, esta obra tem alguma qualidade e limadas estão algumas arestas, mais ásperas e bicudas !…
Fernando António da Costa Rocha

P.S. – Não se veja na última ficção (relativa ao cio) um intuito ofensivo machista. O ser MULHER merece-me o máximo respeito. Pretendi apenas fazer humor, criando uma situação inverosímil e absurda.

1 comentário 26 Junho 2009


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