Entradas de 'Cofre Prev. Min. das Finanças'

Sobre a corrupção, quejandos. outras notas e compromissos por mim assumidos

Exmºs. Senhores
Jornalistas (e não só)Tenho elementos e documentos, onde poderei esclarecer muita coisa (não só porque fui Chefe de 2ª, nas Finanças, mas, também sindicalista no STI – Sind. dos Trab. dos Impostos), em vários “casos” de corrupção na DGCI (Finanças), agora chamada Autoridade Tributária e Aduaneira (se em erro não estou) dos quais destacarei o “CASO BELTRÒNICA”, que adiante sucintamente resumo dizendo o seguinte:- No CASO BELTRÓNICA, que ainda corre o seu curso no Tribunal, com um único arguido ( de seu nome Bernardino Correia Duarte, veja-se manchete do Cor. da Manhã  e notícia de 24/7/2010, indivíduo que trabalhou debaixo da minha modesta chefia e que bem conheço). Ele será muito provavelmente  o bode expiatório (porque é menor a sua categoria) de toda a trama. Estão neste caso envolvidos um membro do Governo, de então, de deu nome Rogério Fernandes Ferreira Filho (Sec. de Estado dos Assuntos Fiscais) e altos quadros, ao tempo, da DGCI, como Raúl Castro (na altura Director da 2ª. Direcção Distrital de Finanças de Lisboa e actualmente PRESIDENTE DA CÂMARA DE LEIRIA, que na última campanha eleitoral, salvo erro, fez desaparecer do seu currículo, cá por coisas, que bem entendo, a sua chefia nas Finanças de Lisboa), isto para além de muitos outros altos dirigentes da DGCI de Lisboa, que na altura tudo fizeram para que a inspecção do inspector tributário Mário Marques não seguisse os seus legais trâmites, também, cá por coisas que, agora, já bem sei. Fui muito injustamente, durante 7 longos anos arguido no caso e a bem do meu nome e da Justiça, eu e o funcionário, que comigo trabalhava. de tudo fomos ilibados, quase com um elogio, feito pelo Ministério Público, que contrariou de alto abaixo a tese da DGCI, que me tentou de tudo culpabilizar (não podendo deixar de ser o “pirata” do Raúl Castro). Esta foi uma burla de milhões de contos (falo em contos e nã em euros, notem), que lesou o erário público e que me fez passar, bem como (ainda mais) ao Inspector Mário Marques e à sua família e vida pessoal, horrores. Para além do mais a minha modesta carreira política, no BE, foi prejudicada, o que muito me incomodou, para além de cá por coisas minhas, de HONRA, ter MOVIDO CONTRA O ESTADO UM PROCESSO, em que quero ser indemnizado (não querendo causticar o Estado mas sim os “maraus” que meu nome e pessoa de sindicalista e de político de 3ª apanha, quiseram enegrecer). Já gastei bastante com o processo, o tal que MOVI CONTRA O ESTADO PORTUGUẼS, por considerar que fui lesado (na carreira na Administração Fiscal e não só). Como a nossa Justiça é o que é (uma vergonha), só os meus descendentes poderão usufruir, muito provavelmente, da indemnização, mas “que se lixe”. A Justiça ao meu nome e pessoa, são bem mais importantes que o dinheiro. O CASO BELTRÒNICA,  QUE ME TOCA INJUSTAMENTE, É DE !995 e prende-se com uma NOTIFICAÇÃO, que eu e o funcionário, que comigo trabalhava fizémos, MAS PARA QUE FOSSE POR ÁGUA ABAIXO, FOI RETARDADA 8 DIAS NA DIRECÇÃO DE FINANÇAS DE LISBOA, PARA QUE OS SEUS EFEITOS FOSSEM NULOS. Por tudo isso passei as passas, com termo de identidade e residência e tudo. TUDO O QUE AQUI AFIRMO POSSO PROVAR, COM TESTEMUNHOES E, SOBRETUDO, DOCUMENTOS (a minha notificação de ilibação traz quase tudo e, se dúvidas houver, o processo, já não está em segredo de justiça e pode ser consultado).

- De muitos outros casos ocorridos nas Finanças poderei falar, porque os conheço, minimamente e porque tenho um arquivo recheado, que funciona como auxiliar de memória, para mal de muitos “intrujas” corruptos das Finanças e não só.

- Para além disso poderei esclarecer bastante sobre caducidades e prescrições;

- Já agora: O caso do gasóleo da câmara de Caldas e do PSD + o empresário que deu com a “língua nos dentes”, posso afirmar., com convicção, que são financiamentos partidários ilegais e mixordeiros, de que conheço também alguns nas Finanças, como poderei esclarecer.

Fui profissionalmente: Adjunto de Chefe de 1ª classe nas Finanças e Chefe de Secção no Tribunal Tributário de Lisboa, onde também me deparei com muita tentada ou consumada corrupção.  Em termos Sindicais fui Vice-Presidente do STI (Sind. Dos Trab. dos Impostos), Presidente da Direcção Distrital de Lisboa do STI, delegado sindical, também. Fundador, ainda, do sindicalismo na DGCI e na Função Pública, também, no periódo posterior ao “25 de Abril”.

SOU: DEPUTADO MUNICIPAL eleito pelo Be, nas Caldas e, actualmente, alfarrabista     e fui até 1999 membro da Comissão Política Concelhia do PS, eleito nas listas do meu Amigo FONSECA FERREIRA;  também fui fundador da Associação “ABRIL”, dos ex-pintasilguistas;  candidato a Presidente do Cofre de Previdência do Ministério das Finanças (de que  contei, no passado, muitas histórias de corrupção), membro do grupo AMNISTIA para libertar Otelo e seus companheiros, com Isabel do Carmo e Carlos Antunes, etc.

Estou, pois, à disposição de V. Exªs, para todos os esclarecimentos que julgarem oportunos (Telem. 961068673 ou 262285682), tanto telefónicos como pessoais.

Como DEPUTADO MUNICIPAL DO BE (tendo sido substituído, vou retomar funções, a partir de Janeiro, até ao fim do mandato), assumindo desde já o compromisso de apenas retirar das minha senhas de presença o necessário para pagar gastos pessoais (muito poucos) ficando tudo o resto para entregar à pobreza, designadamente à obra de JOAQUIM SÁ, um santo homem caldense, que desde há anos, como nas Caldas se sabe e muito do País conhece, ALIMENTA E APOIA OS CARENCIADOS, dando-lhes alimentos e muito carinho. Prescindo pois de uma  parte  substancial dos meus “HONORÁRIOS”.

Quero, também, deixar bem claro que NÃO “CALCEI AS PANTUFAS, embora tenha 65 anos e reformado seja;    pois, considero que nesta hora dificílima e de grande injustiça, feita por quem nos (des)governa, uma mafia “encapotada”, ninguém com valia (imodéstia a passar) poderá “pôr o rabo de fora” e deixar para os outros a luta que temos que fazer (todos nós, portugueses, patriotas e democratas) por um País com futuro e esperança, que todos os dias nos roubam (Abrir a TV e ouvir o noticiário é dar o corpo às balas e a muito provocação, vinda de Belém e de S. Bento, “made in” Passos, Portas, Gaspar e trupe). Estou pois, à inteira disposição e do meu BE (de Caldas e não só), para cumprir todos os desígnios, para os quais me achem à altura (se os camaradas e os cidadãos assim o desejarem). Estou e estarei, como sempre estive do lado da barricada da luta. Serei aquilo acharem que eu deva ser, desde que, eu próprio, me sinta bem e à vontade, nas missões que me confiarem. Não me estou, nem estarei, a pôr  em bicos dos pés. Sou deputado pelo BE, procurei e procuro ser um homem íntegro, honesto e sério nas missões e cargos que abraço. Está na minha pele, no sangue e nos meus genes, a ideia e a força para o combate, por causas que considero indispensáveis, para o meu País, para a minha terra (de Caldas), para este momento de angústia e sufoco, para Portugal e para os seus cidadãos. Sou candidato a candidato ao que acharem que deva ser. Uma coisa a todos prometo; só a doença, longe vá o agoiro, me fará calçar as pantufas. Estou aqui para as curvas, por mais sinuosas que sejam, disposto a aceitar todos os desafios. Espero que outros tenham a coragem de o fazer, não por carreirismo, nem por oportunismo, mas antes por profunda vontade e convicção;  de defender a democracia e esses ideais generosos (que guardo no coração) da liberdade, do socialismo verdadeiro e democrático, que são os do “25 de Abril”, esquecida ainda que não está (por completo), por muitos, essa generosidade, bem como a dos capitães, heróis de Portugal e da liberdade, que o fizeram, a quem este regime (que de “Abril já pouco é, ressalvando a Constituição) e que. pela mão de muitos traidores e oportunistas, lhes deu e dá uma mão cheia de nada.   Mas a Justiça, na História, a letras de ouro, um dia lhes será feita.

Fernando Rocha -  ex.sindicalista (embora reformado de sindicalista não me considere, pois é de alma esse sentir):   Ex-Vice-Presidente do STI, ex-Presidente Da Direcção Distrital de Lisboa do mesmo Sindicato. Político de terceira apanha: Actual Deputado do Be, nas Caldas, ex-membro da Comissão Política concelhia de Lisboa do PS, pintasilguista, com muita honra e, entre muitas outras coisas, para abreviar, Candidato a Presidente do Cofre de Previdência do Ministério das Finanças (organização que tem mais de cinquenta mil associados)

 

Nota:

  • Ah já me estava a esquecer (esqueci-me) de dizer que fui o fundador, no já quase distante ano de 1999, do BLOCO DE ESQUERDA, nas CALDAS DA RAINHA. e, TAMBÉM, DIZER QUE ESTA É A MINHA PRENDA DE NATAL, aos Srs. JORNALISTAS e à IMPRENSA LIVRE (Que ainda há, malgrado as tropelias do Poder), aos REFORMADOS, como eu (os tais que não descontaram o suficiente para terem, como eu, as reformas que têm; no entender do PIRATA e ALDRABÃO, CHARLATÃO do tipo que com uma campanha de aldrabice conquistou o Palácio de S. Bento, um tal Passos), aos TRABALHADORES (roubados e cada vez mais explorados na sua força de trabalho), aos DESEMPREGADOS (que são um exército de força anímica que o País, por força destas políticas criminosas, desperdiça), à JUVENTUDE (a tal que é a mais bem preparada da História de Portugal e se vê forçada a emigrar ou a passar a miséria, quando não a fome; fome que não é só de comida, mas também de cultura, de direitos e etc.), aos CARENCIADOS, nossos irmãos e concidadãos, a quem este e outros governos deixaram que a miséria, quando não a FOME, os maltratasse e ostracizasse estigmaticamente) e, finalmente, ao POVO, aos CIDADãOS, em geral, do meu País, que fruto de políticas assassinas e TRAIDORAS À NAÇÂO, perderam a esperança no futuro, num futuro mais risonho, para a Pátria portuguesa, mas que SE VÃO LEVANTAR EM REVOLTA, contra tudo isto e salvar PORTUGAL (livrando-se desta corja de salteadores da esperança e do futuro). PARA TODOS VÃO OS MEUS VOTOS DE BOM NATAL, para eles e suas famílias, bem como de um NOVO ANO mais feliz, mas de REVOLTA E VITÓRIA, CONTRA A MENTIRA E OS ABUSOS (PÉRFIDOS) DESTE PODER PODRE E CORRUPTO. Sendo esta a MINHA PRENDA, para contar, o que sei das Finanças e não só; o que foi e é ainda e infelizmente, a CORRUPÇÃO, O MAIOR MAL QUE AFECTA PORTUGAL e nos faz pagar as dívidas, não de nós próprios, que não as fizemos, mas de toda uma CLASSE POLÍTICA DO “CENTRÃO”, A QUE SE JUNTA o partido BENGALA, QUE O CDS É, DO TRAIDOR PAULO PORTAS, que este governo suporta, deixando o País a apodrecer.
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1 comentário 22 Dezembro 2012

UM COFRE DE PREVIDÊNCIA DO MINISTÉRIO DAS FINANÇAS RENOVADO (com Corpos Gerentes à Altura)

O Cofre de Previdência do Ministério das Finanças (ou Cofre de Previdência dos Funcionários e Agentes do Estado) é uma Mútua centenária (com mais de 50000 associados), que tem prestado grandes serviços aos sócios.  É um baluarte de defesa dos interesses dos TFPs, numa altura em que a crise (a todos os níveis) aperta e tem tendência para nos esmagar.

Os actuais Corpos Gerentes são gente séria e empenhada em dar ao Cofre o prestígio e o seu fortíssimo valor (valia) na defesa dos sócios e suas famílias. O mutualismo , que começou (salvo erro) em França, é uma nobre actividade, que quando os trabalhadores não tinham sindicatos ou os tinham muito enfraquecidos, ajudava os trabalhadores nas suas mais elementares carências (até no subsídio de funeral).

O  Cofre de Previdência do Ministério das Finanças, bem gerido, como neste momento está a ser,  é uma arma ao serviço da solidariedade. Uma arma utilizada para o Bem e o Humanismo, que nestes tempos que correm é uma raridade.  Todos os trabalhadores do Estado deveriam (para seu interesse) ser associados do Cofre.

Fui daqueles que a seguir ao 25 de Abril muito lutei (modestamente) com muitos outros, para que o Cofre fosse o que ainda hoje é. Um reduto de solidariedade. O Cofre foi e ainda é uma das paixões da minha vida cívico-política. Não vou falar em nomes de activistas porque são muitos e não quero esquecer-me de alguns. Mas fomos muitos.

Nos últimos anos tive divergências com outros Corpos Gerentes, mas o que lá vai, lá vai. Hoje sei que o Cofre está bem entregue.  À “família” do Cofre o meu bem haja, por todo o trabalho que estão a ter (Corpos Gerentes e funcionários).

Invistam em imobiliário (porque como sabem o Euro pode estoirar). Façam uma gestão inteligente. Com capitais, inclusivé em Bancos estrangeiros de confiança. “O seguro morreu de velho e a D. Providência foi-lhe ao enterro”.

Façam protocolos e sinergias com outras instituições de solidariedade. Ajudem os sócios mais carenciados.  Tratem dos problemas da velhice dos sócios e façam acordos na área da saúde (as taxas moderadoras são um entrave ao tratamento dos mais humildes).

Tenho um velho sonho que era a constituição de uma cooperativa de  Habitação. Pensem nisso. Eu e o saudoso Pedrosa andámos empenhados nisso. Agora que quase ninguém consegue empréstimos, para casas, talvez fosse uma ideia. Mas vocês é que sabem.

Estou meio adoentado e com alguns outros problemas de índole particular (tenho um filho e um neto e tenho de os ajudar). Quando podia (eu e muitos) ter uma velhice descansada, ando/andamos a deitar a mão aos nossos descendentes. Sinais destes tempos negros que correm.

Força com o COFRE!    Força com o MUTUALISMO !  Força com a SOLIDARIEDADE !

(Este texto foi escrito à velocidade da luz, podem emendar possíveis gafes ou errros)

O velho combatente e Amigo – Fernando Rocha

1 comentário 28 Janeiro 2012

COFRE DE PREVIDÊNCIA DO MINISTÉRIO DA FINANÇAS (Situação actual, de “cara lavada”)

Queria antes de mais dar os meus parabéns à Direcção e restantes Corpos Gerentes, que tomaram posse neste novo ano de 2011 à frente do velhinho Cofre de Previdência do Ministério das Finanças. Tenho lá amigos e pessoas conhecidas que reputo de sérias e que, certamente, darão o seu melhor, ao leme dos destinos do Cofre.

No passado fui, talvez, a voz mais crítica, tanto das Direcções presididas pelo Director de Finanças Guerreiro Lourenço, como pelas, depois, pelo também Director Empina Moscas. E fui crítico com base em grandes indícios de corrupção e gestão danosa ou no mínimo dolosa. A minha voz nunca se calou tanto em documentos escritos, como os que constam deste site, como nas Assembleias Gerais, a que procurava não faltar;   sempre com a preocupação de denunciar os enormes abusos na gestão do Cofre, como na falta de transparência e democraticidade, nas Assembleias Gerais. Durante cerca de uma vintena de anos o Cofre foi gerido em sistema de regabofe, pelos “donos da quinta, sem quaisquer preocupações éticas, constituindo, também uma feira de vaidades ao serviço de personagens alheias ao espírito do mutualismo e dos valores e princípios da decência.

Sou da geração de homens e mulheres muitos deles e delas saudosos(as), desaparecidos(as), que na sequência do “25 de Abril”, sanearam os Corpos Gerentes ligados ao regime fascista. Fui com muitos outros um membro muito activo nessa luta, já lá vão 37 anos.  Pensava então, ou melhor sonhava, que o Cofre  deveria ser (e nos primeiros anos sequentes a “Abril” foi) uma instituição ao serviço dos sócios, sem descriminações de nenhuma espécie (no que se reporta à condição económica e de estatuto profissional dos associados).  Tal como a generosidade e genuinidade do espírito são de “Abril”, na sociedade portuguesa se foi abastardando (até chegarmos à deplorável situação que vivemos), também no Cofre (agora denominado Cofre de Previdência dos Funcionários e Agentes do Estado, embora ainda dê e seja conhecido como Cofre de Previdência do Ministério das Finanças) o caruncho do espírito que ofende os ideais da revolução de “Abril” foi entrando, progressivamente,  minando a transparência, a democraticidade e a generosidade dos velhinhos ideais mutualistas e da revolução dos cravos.

Ainda pertenci aos Corpos Gerentes do Cofre, quando este se geria por valores de generosidade e seriedade.  Todavia, em 2007, culminando toda uma acção de contestação ao regabofe, que atrás já referi, encabecei e animei uma lista para a sua Direcção, destinada a tentar inverter o caminho de abusos de que os seus Corpos Gerentes eram fautores. Perdi, mas não desisti e conjuntamente com muitos membros dessa equipa, que me acompanhou, animámos e ganhámos Assembleias Gerais, contra toda a soberba e o dito regabofe instalado. Os “donos” do Cofre tremeram, mas como eram uns sem vergonha lá continuaram a sua deplorável gestão, que tudo devia à ética, à transparência e à democraticidade (valores pelos quais sempre me bati).

Penso que o Cofre hoje tem a cara lavada, com estes novos Corpos Gerentes, permitindo-me, passe a imodéstia, o descanço do guerreiro, até porque a minha condição de singelo autarca (deputado municipal nas Caldas da Rainha) e a saúde, não me possibilitam o antigo activismo.  Aos novos Corpos Gerentes lanço o repto de irem além de uma gestão democrática e séria, modernizando o Cofre sem esquecerem os velhos ideais mutualistas e dos primeiros tempos da “revolução dos capitães”.  Nestes tempos tão difíceis para a grande maioria dos trabalhadores portugueses e, consequentemente, para a grande maioria dos associados do Cofre, este pode ser,  não análogo e ao género, digamos, da Banca e das seguradoras comerciais, mas antes uma instituição progressista, de generosidade e solidariedade.

Viva o Cofre de Previdência do Ministério das Finanças !

Vivam todos aqueles que querem um Cofre ao serviço dos sócios, com destaque para os mais humildes !

Fernando Rocha

5 comentários 10 Maio 2011

A CELEBRAÇÃO DO MUTUALISMO


DIA NACIONAL DO MUTUALISMO, CELEBRADO NO CCC DE CALDAS DA RAINHA, NO DIA 23 DE OUTUBRO
A pergunta que alguns em primeiro lugar formularão é o que é o mutualismo ?
- Dito de uma maneira simples o mutualismo é uma forma associativa que nasceu antes do século passado, penso que em França, e que, digamos, é anterior ao surgimento do Movimen…to Sindical e que consistia e consiste, na criação de associações de cidadãos e sobretudo de trabalhadores que se quotizavam para acorrer a dificuldades de natureza social que os Estados, na altura não previam garantir. Exemplos: subvenções às viúvas dos trabalhadores, subsídios de funeral, etc.
Em Portugal este movimento tem uma relativamente grande dimensão (mais do que muitos poderiam supôr), abrangendo, se não estou em erro, mais de um milhão de associados. Muitas destas associações designam-se MONTEPIOS, dos quais o mais conhecido e importante é o MONTEPIO GERAL (que tendo uma componente de actividade bancária, é na sua essência uma ASSOCIAÇÃO MUTUALISTA).
Ora, foi precisamente essa celebração do Mutualismo que ocorreu nas Caldas da Rainha no passado sábado, dia 23 de Outubro.
Sendo eu desde o 25 de Abril activista do COFRE DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS E AGENTES DO ESTADO, também conhecido por Cofre de Previdência do Ministério das Finanças, condenei já em artigo no meu site/blog www.misturagrossa.net a sua ausência na referida celebração.
Quero, pois, chamar a atenção para estas importantes associações mútuas, que desempenham um importante papel social, que maior realce tem na actual conjuntura de crise, que afecta sobretudo as massas trabalhadoras.
Fernando Rocha

Adicionar comentário 25 Outubro 2010

DIA DO MUTUALISMO, no CCC das Caldas (Cofre de Previdência do Min. Finanças – AUSENTE)

Celebrou-se com grande brilho, no Centro Cultural e de Congressos (CCC) das Caldas da Rainha, organizado pela UNIÃO DAS MUTUALIDADES PORTUGUESAS, NO DIA 23 de Outubro, deste ano da (des)graça de 2010, o DIA NACIONAL DO MUTUALISMO.  O evento contou com a presença da Ministra do Trabalho, Drª Helena André, Drª. Maria de Belém Roseira, deputada, mas aqui na sua qualidade de Presidente da Mesa da Assembleia Geral da União das Mutualidades Portuguesas, Dr Alberto Ramalheira, Presidente da referida União e muitas outras individualidades, com destaque para muitas figuras caldenses.

Uma primeira nota para dizer que não foi sem grande surpresa que verifiquei a não presença do conhecido por Cofre das Finanças (Cofre de Previdência dos Funcionários e Agentes do Estado, segundo a sua nova designação).  E não foi sem surpresa por conhecendo, como conheço a Direcção do Cofre, esta no seu oportunismo,  não deu importância ao evento, onde foram enaltecidas, como seria de supor, as virtualidades do Mutualismo.  Ora como os membros da referida Direcção, do Cofre, não são verdadeira, genuinamente,  mutualistas, mas antes são meros arrivistas, borrifaram-se para este acontecimento maior do mutualismo português.  Como activista do Cofre e ex-candidato a Presidente da sua Direcção, lamento profundamente esta postura, que primou pela ausência, num claro enxovalho aos mais de 55.000 associados do Cofre.

A sessão começou por uma oração de boas-vindas dada pela Drª. Maria de Belém Roseira.  De seguida falou, conforme o previsto no programa, o Doutor Pedro Augusto Ferreira – Professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra – tendo como tema “ECONOMIA SOCIAL VERSUS ECONOMIA DE MERCADO”.  Tratou-se de uma intervenção correctíssima, onde o orador teve ocasião de enaltecer o mutualismo, na sua generosa vertente de economia social.

Uma segunda alocução proferida pelo Dr. Bleck da Silva, jurista e Vice-Presidente da União das Mutualidades Portuguesas, subordinada ao tema “MUTUALISMO E O SEU ENQUADRAMENTO EM PORTUGAL”, versou, pois sobre a história do mutualismo português, na sua base legal;  e finalmente, registei que o autor tenha chamado a atenção para os factos da necessidade de auditorias às Mútuas e para a urgência da criação de uma entidade reguladora do sector, para além da tutela que o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Nacional exerce. Tive ocasião no final dos trabalhos, no beberete, que se seguiu, de felicitar o orador e de lhe afirmar que essas suas preocupações se aplicavam, que nem uma luva, ao Cofre de Previdência do Ministério das Finanças, há imensos anos gerido em sistema de autêntico regabofe, que dá para tudo (aos seus “donos”, os “donos da quinta”), menos para servir convenientemente os seus associados.

Registei e saudei a presença de um velho “compagnon de route” das andanças da contestação às Direcções oportunistas do Cofre, o Freire, que é actualmente Presidente a Associação de Socorros Mútuos dos Funcionários do Estado. Este como verdadeiro mutualista, que é, esteve presente.

A sessão terminou com uma entrega de prémios a Associações Mútuas, destacando-se o primeiro prémio atribuído ao Montepio Rainha D. Leonor (o Montepio das Caldas, como, por diversas vezes lhe chamou a Drª. Maria de Belém Roseira),  cuja acção e exemplo foi por diversas vezes citado, como sendo uma excelente mutualista,  de parabéns pelos seus 150 anos e pelos importantes serviços que tem prestado à população das Caldas da Rainha e não só.  Aproveito, igualmente, esta oportunidade para felicitar os Corpos Gerentes do Montepio Rainha D. Leonor, nas minhas qualidades de caldense e de mutualista.

Uma última nota para a distribuição, pelos convidados, do excelente livro,  de MÁRIO BRANCO, intitulado “MUTUALISMO COM JORNALISTAS DENTRO”, que faz essencialmente uma história do mutualismo e que começa por uma dedicatória, que muito me sensibiliza, em memória do Dr. ANTÓNIO DE SEIXAS DA COSTA LEAL, saudoso ex-Presidente do Montepio Geral e que eu conheci, há muitos anos,  enquanto Secretário de Estado do Orçamento, num Governo Provisório, que se seguiu ao “25 de Abril”, dizendo o autor, na dedicatória, referindo-se ao  Dr. Costa Leal, esta coisa tão simultaneamente simples, forte e linda:    O MELHOR DOS HOMENS BONS QUE CONHECI.

Vendo esta frase, tão bonita, de elogio a uma pessoa que muito estimava, embora com ele nunca tivesse privado, que foi, também, dos Homens que ombrearam com a generosidade dos CAPITÃES DE ABRIL, nessa gesta em que, também, participei, de construir uma autêntica democracia, eu como sindicalista, o Dr. Costa leal como Governante, agora justamente lembrado, enche-me de saudade daquela mais que sã generosidade, do pós “25 de Abril”, antes de “Novembro”, que tão intensamente vivi.  Obrigado União das Mutualidades Portuguesas por este dia e por estas gratificantes recordações.

Fernando Rocha

Adicionar comentário 23 Outubro 2010

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