O caso “Beltrónica” e o BANCO EFISA (uma das possíveis “fábricas” de dinheiro sujo e de esquemas para a corrupção)

Novembro 30th, 2008

Há tempos um amigo, também, alvo de patifarias provenientes do “CASO BELTRÓNICA”, chamou-me a atenção para estar muito atento aos desenvolvimentos do escândalo BPN e, particularmente, a tudo o que se relacionasse com o BANCO EFISA, que tem como principal gestor um tal senhor, de origem oriental, mas tão português como eu (até aí tudo bem), que antecedeu Miguel Cadilhe na gestão do BPN  (depois da saída do detido Oliveira e Costa, cavaquista e ex-Secret. de Estado dos Assuntos Fiscais, especialista em perdões “à la carte”). Para que tudo bem claro fique, o tal senhor ex-administrador do BPN e principal rosto do BANCO EFISA chama-se ABDOOL VAKIL.

Ora nestes últimos dias as Televisões e os jornais tem dado particular atenção e divulgado investigações que envolvem o Banco Efisa numa imensidade de “esquemas”, que vão desde empréstimos ao Governo Regional da Madeira, de Jardim, a alegadas “operações” para “facilitar” concursos públicos estatais, em que, ao que parece, com a célebre Sociedade Lusa de Negócios (a tal que é mãe ou pai do pouco recomendável BPN e onde Dias Loureiro se enfiou até ao pescoço) “ajudou” na grande bronca do “SIRESP”, programa de “segurança”, que Daniel Sanches, como Ministro da Adm. Interna, quase de saída, pela queda do Governo de Santana Lopes, adquiriu, bem mais caro que outros programas da concorrência e aquisição que António Costa, como novo M.A.I., agora autarca de Lisboa, depois de muitas dúvidas, ratificou (vá lá saber-se porquê ?).

Alertado por toda esta esquemática indiciada de “pouco católica”, para não dizer fraudulenta, do Banco Efisa resolvi ir ao “baú” da papelada, que conservo, desde tempos de antanho e que se salvou de purgas “inquisitoriais” das mulheres que tenho tido e das empregadas, a dias e “zaca”, e cá está a redescoberta, “EUREKA” (!), para reavivar memórias e “dar os nomes aos bois” (ou às “bestas, se preferirem).

Assim, salvo erro, na segunda edição do célebre “BORDA D’ÁGUA (BDA) – O VERDADEIRO ALMANAQUE DAS FINANÇAS (o tal jornal “de caserna” da Dgci de 2000/2001, a que já por diversas vezes tenho feito referência) descobri, sobre a sua visão do caso “Beltrónica” o seguinte, que aliás consta, em anexo, na íntegra (cópia do original) num artigo, aqui publicado, em 26 de Março de 2006, intitulado, simplesmente, “O CASO ‘BELTRÓNICA’”. Dessa preciosa relíquia, já histórica, dos princípios do milénio, com relatos  de aventuras de alguns “mãozinhas leves” das finanças, extraio, com a devida vénea e respeito, o seguinte naco de prosa, que se segue:

- “Por falar em Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais – Dr. Rogério Fernandes Ferreira JR., BDA acabou por descobrir de onde é que vem a grande amizade que este membro do governo nutre pelo Director de Finanças da 2ª. Direcção de Finanças de Lisboa (Raul Castro).                                                                            Então, não é que o Secretário de Estado, mais conhecido desde os tempos da Católica, pelo “Gerinho do papazinho”, foi advogado e consultor da célebre empresa Beltrónica, até à data da nomeação para o governo. Até aqui, não há mal nenhum!

Porém, a bronca dá-se quando BDA, por escuta de RDIS, apurou que a Beltónica deixou de pagar milhões ao fisco nos últimos exercícios e sabem porquê ?                                                                                              Simplesmente, porque o Director de Finanças (Raul Castro) consultou o Tarot e antevendo a nomeação do “Rogérito J.R.” para o governo, permitiu com a colaboração do chefe de repartição do 8º bairro fiscal, que as respectivas liquidações caducassem. Mais uma vez, o erário público ficou a arder com milhões e os intervenientes com os alforges cheios !

Rogério Fernandes Ferreira J.R., presenteado com tal repasto, está disposto a satisfazer todos os caprichos do seu grande amigo, Raul Castro, tais como:  

            Renovar a Comissão de serviço desta “sumidade” por mais três anos, a partir do próximo ano, permitindo-lhe tachos e piqueniques à margem das suas funções de Director de Finanças.     

            Tráfego de influências com o sector do betão, turismo e bola e promessas de depuração dos seus rivais…  Enfim, o exemplo da promiscuidade que há entre dirigentes da Administração Pública e governantes!

Por falar em Beltrónica? BDA, constatou que esta empresa é cliente preferencial do afamado BANCO EFISA.  O que é perfeitamente normal!  No entanto, sabe-se à boca cheia que o Banco Efisa tem servido de plataforma para lavagens e transferências chorudas, quer para Londres, quer para “off-shores”, por parte de alguns Directores de Finanças e não só … António Silva Duque (Alibábá), ex-Director adjunto de Raul Castro que o diga !

Sabe-se que o Banco Efisa, para além de ter como accionista simbólico, um afamado político rosa já aposentado, tem como principais accionistas pessoas ligadas ao Islão, nomeadamente ao grande império Aga Kham, cuja fundação foi reconhecida à “socapa” pelo actual governo (Decreto-Lei 27/96, de 30.3 ) e goza escandalosamente de todas as isenções e benefícios fiscais previstos para as pessoas colectivas de utilidade pública (Decreto-Lei 337/97, de 24/12). Por isso não é inocente a operação de charme e candura que o Presidente do Efisa tem feito nos “media”.

Falando baixinho, que ninguém nos ouve!  A generosa Fundação Aga Khan, para além de financiamentos beneméritos que atribui a “grupelhos pacifistas” no Médio Oriente, também protege e alberga “good boys” que constam do cardápio de “amigos” do Tio Sam e do Sião.                                                                                           Sabe-se que esta “rapaziada pacífica”, no âmbito do projecto “Portugal for Lover’s”, vem retemperar forças em Vila Moura – a princesa encantada do Algarve. Chegam a residir no máximo 182 dias, coincidente com o período das amendoeiras em flor…                                                                                                                  Trata-se de um pequeno alerta que é feito ao Dr. Guilherme de Oliveira Martins e D. Judite, porque se isto chega aos ouvidos do “cowboy” Bush e da U.E., ainda vamos ter problemas da grossa!  Sabe-se da rebaldaria que existe nesta “Babilónia” e custa muito a crer que só haja quatro contas suspeitas na C.G.D. e de pequena monta. ”

Gostaram deste naco de prosa extraído do baú ?  Repararam que quase apetece chamar, verdadeiramente, sem jocosidade, ao “Borda D´Água”, este “VERDADEIRO ALMANAQUE DAS FINANÇAS”, um Órgão de Comunicação  Social, ainda que informal, adiantado mental, também sem sentido jocoso !  Isto é ou não estar em 2000 ou 2001, antecipadamente em relação ao caso (geral) BPN muito bem informado ?!…               Então não é que parece que tudo se liga e tudo, também, se vê mais claro?!  Beltrónica, Banco Efisa, BPN, lavagem de dinheiro, transferências chorudas, quer para Londres, quer para “off-shores”, também de Directores de Finanças (?!), Fundação Aga khan, insinuações muito claras de ligações ao terrorismo islâmico. Será que li e compreendi tudo bem ?!

                Fiquemos por aqui, com recomendações ao Ministério Público (à Justiça) e à Judiciária (a tal D. Judite) para reler esta papelada e quer para o caso BPN, quer para o caso Beltrónica e outros de corrupção nas Finanças, aguardando melhor prova, para irem, com cuidado, mas depressa, aos seus “baús”, porque as coisas mais claras se vão vendo e melhor tudo se liga.

                                Fernando Rocha                                        

                                                             

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4 Comentários Inserir o seu Comentário

  • 1. Paula Silva  |  Março 21st, 2009 ás 9:50

    Que pena que tenho de si, Sr. Fernando Rocha! Conseguiu resolver o caso, não? Estica daqui, extrapola dali, dá dó! Mas é assim: não podemos ser todos omniscientes. De lamentar imenso que omita tanta informação fulcral neste caso, que distorça outra para poder consubstanciar os seus silogismos. É óbvio que, ou não fez o trabalho de casa como devia ser, ou então é pura ignorância. Estamos num país livre, que permite tudo, até “diarreia verbal, mental, oral”, enfim. Coloco uma questão: desde quando é que pessoas e entidades identificadas conforme legislação em vigor não são livres de abrir conta onde quiserem, neste país? E desde quando é que o Senhor, se puder dar dinheiro a ganhar a um amigo, vai dá-lo a um estranho? Pois é, pois é: olha ao que eu digo, não olhes ao que eu faço. Só lhe digo uma coisa: tomara o Senhor, e muitos, muitos, muitos homens e quiçá mulheres deste país (já não peço mais) poderem mostrar uma conduta pessoal e profissional um décimo similar à do Dr. Abdool Vakil. Asseguro-lhe que estaríamos infinitamente melhor. Isto digo eu, com formação em Universidade Católica, com profundo respeito e admiração pelo Judaísmo e Islamismo naquilo que têm de essência e não fundamentalismo. É a minha opinião e também tenho o direito de a partilhar. Como diz um amigo meu, o que vale cobra não morre com o seu próprio veneno, por isso pode-se morder à vontade. Sorte sua! Fique bem! Shalom! Inshallah!

  • 2. Fernando Rocha  |  Março 21st, 2009 ás 12:11

    Exmª Srª D. Paula Silva
    Não discuto as qualidades humanas do Senhor que a senhora resolveu deagravar ( o Sr. Abdool Vakil ). Qualquer ser humano por mais defeitos que tenha, lá terá as suas qualidades. E esse senhor para atingir na pirâmide social o lugar que atingiu, por maioria de razão, bastantes terá de ter. Acontece, todavia, que tenho as minhas sérias reservas relativamente, no mínimo, às companhias que escolheu para desenvolver a sua actividade bancária. O BPN, como eu digo, num outro artigo que escrevi, é de facto “um ninho de vigarices”. Mas há mais, estando eu, de algum modo, ligado à gigantesca fraude fiscal que foi e ainda é O CASO BELTRÓNICA, tenho bastantes ecos de práticas “pouco católicas” (isto sem leituras religiosas depreciativas para as outras religiões) no tal BANCO EFISA.
    Uma coisa sei: Como cidadão português, eu e todos os demais, por força das “qualidades” de muitos banqueiros, designadamente os do BPN, vou (vamos) ter de pagar, como contribuintes, mais de 500 Euros (por cabeça cidadã). De forma que minha senhora essas “qualidades” dispenso-as e pelo preço a que me (nos) ficam repudio-as.
    Fernando António da Costa Rocha

  • 3. maria joao  |  Setembro 21st, 2010 ás 2:12

    O comentário que aqui vou deixar, refere-se a outro artigo postado neste site/blog titulado “CASO BELTRÓNICA – Com a devida vénia por ser exemplar transcreve-se do “DN”, no qual ñ estou a conseguir introduzir nenhum comentário.

    “Já em 2002, Rocha Rosado tinha admitido ao DN incorrecções à contabilidade, tal como a “falta de papéis” na empresa. O líder da Beltrónica alegava, então, o “suicídio” – em circunstância ainda não esclarecidas – de um seu colaborador que terá desorganizado a contabilidade.”

    À “falta de papéis” na empresa, o Sr. Eng. Rosado devía estar a referirse a uma série de facturas falsificadas (após o falecimento do meu pai) e que foram “convenientemente” deixadas no sotão de minha casa (local onde o meu pai se tinha suicidado a 19 de Outubro 1999), para serem depois encontradas pelos inspectores fiscais.
    Realmente a morte do meu pai veio mesmo a calhar para o Sr. Eng. Rocha Rosado.
    Depois de quase 11 anos e de muitas perguntas sem resposta, o importante para mim é saber que pelo menos alguma justiça foi feita. Só tenho pena de não poder ir visitar o Sr. Rosado à prisão para lhe perguntar se consegue dormir à noite?

  • 4. Nuraiya Keshavjee  |  Março 29th, 2013 ás 7:47

    Dear Mr. Rocha,

    My name is Nuraiya Keshavjee. I was born into the Aga Khani community. I am 53 years old. I hold a Bachelor of Arts degree and a Master of Arts degree from the University of Toronto. I studied at the University of Oxford for four years preparing for a Doctorate in Ismaili (Aga Khani) Studies.

    I have written and sent an Open Letter of Protest to His Highness the Aga Khan on November 10, 2012. If you are interested in learning more about this community in Portugal, kindly send me your e-mail address so that I may forward the letter. You may also wish to visit my facebook (Nuraiya Keshavjee) page for more insights into the Aga Khani Community in Portugal.

    Kind Regards,
    Nuraiya Keshavjee

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