Desde há muito tempo que do executivo municipal, de Caldas da Rainha, com grande enfoque no seu Presidente, correm na cidade variadíssimos boatos e suspeições de comportamentos, no mínimo, eticamente reprováveis, na gestão da coisa pública caldense. Não é de espantar que assim seja por se tratar de uma liderança dinossáurica, que nunca teve, até à data, uma oposição à altura.
Infelizmente, não é só disto que se trata havendo, também, fortíssimos sinais de abuso, de prepotência, da Câmara Municipal de Caldas da Rainha, como entidade patronal, para com os seus trabalhadores. A recente GREVE ÀS HORAS EXTRAORDINÁRIAS DOS TRABALHADORES DO SMAS é apenas um sinal de um crescente mal estar que existe entre muitos sectores e, consequentemente, bastantes funcionários da edilidade caldense. Fala-se de muito recurso a horas extraordinárias ou a serviços extra pedidos; e tanto essas horas como esses serviços, não correcta e legalmente remunerados. Isto é um inadmissível abuso prepotente, impróprio de um País dito desenvolvido e democrático e viola, gravemente, para além do quadro legal laboral em vigor, as mais elementares normas vertidas na nossa Constituição da República. Como cidadão caldense e como dirigente sindical, que fui, envergonho-me de ter na minha cidade um executivo municipal com comportamentos terceiro-mundistas, para não dizer salazarentos e com eles não posso pactuar, silenciando-os.
Voltando aos boatos e suspeições fico-me por aqui, prometendo, que quando indícios e provas tiver, não os silenciarei, como aliás uma boa parte da cidade e do concelho já sabem, pela minha prática de há anos prova, através do meu persistente activismo cívico-político, modéstia à parte. Aliás, como sabem, também, todas as críticas, denúncias de ilegalidades ou de faltas de ética, de que tenho sido porta-voz, têm fundamento. Só falo do que sei e assumo, por completo, a responsabilidade por elas.
Todavia, boatos não são as notícias, que vieram a público, recentemente, sobre a inspecção do IGAL à Câmara, com alegadas gravíssimas irregularidades, de que toda a vereação tem conhecimento, porque visada é (recordemos que ela é composta por cinco vereadores, incluindo o Presidente, do PSD e dois do PS, com variados graus de acusação). Aguarda-se a divulgação do relatório final, mas desde já se estranha que o mesmo ainda não tenha sido divulgado. Será que estamos perante, por exemplo, manobras dilatórias para evitar que os munícipes não tenham conhecimento da gravidade das acusações (falando-se em graves violações do PDM, por ex.) antes das próximas eleições ?!…
O caso da remuneração que o Dr. Fernando Costa aufere como administrador da empresa das Águas do Oeste pode ser bem mais grave, do que uma questão, meramente, de falta de ética, contrariamente ao que já disse, na Assembleia Municipal e num artigo em gloso a questão, intitulado A FILOSOFIA POLÍTICA DO TACHO, no meu site/blog “MISTURAGROSSA” inserido.
Sinceramente, penso que é tempo da maioria dos eleitores caldenses acordarem e castigarem severamente um executivo cansado e gasto (muitos, aliás, sabem bem o que a “casa gasta”). Para além do mais a forma desmazelada, para não dizer leviana, como a cidade e o concelho têm sido geridos, justificam uma mudança, um castigo mais que justo, para uma Presidência, vereação e mesmo muitas freguesias, onde imperam o “posso quero e mando”, pondo em causa, gravemente, muitos dos legítimos interesses e aspirações da cidade, do concelho e das suas populações. Com estes executivos (de câmara e de freguesias) e a sua corte, especializados em semear quase aleatoriamente mais betão, para ganhar mais “tostão”, Caldas da Rainha está mais feia e empobrece. É tempo de dizer basta a tanta prepotência e desmando.
P.S. - Paradoxalmente com a fúria, algo cúmplice, do executivo municipal, com os interesses da construção civil, em edificar mais casario e mesmo mamarrachos, alguns muito inestéticos e gigantescos, incorrectamente inseridos, em muitos espaços da cidade e do concelho, o património imobiliário degradado e mesmo ruínas, com todos os defeitos e riscos inerentes, proliferam, por inércia e irresponsabilidade da Câmara.
Fernando Rocha
2 Julho 2009
Hoje nos meus quiosques habituais de compra (aqui nesta minha cidade termal) o “Público” esgotou, o que me obrigou a uma deambulação matinal, tardia, mais extensa, até essa preciosidade encontrar. Normalmente, quando o “Público” esgota, fico ansioso e pergunto-me:
- Que será que o jornal traz que leve a esta corrida às bancas, não aos bancos, mas às substitutas dos tradicionais ardinas ?!…
E possuído desta ansiedade corro “seca e meca” até ter nas mãos aquele amontoado de papel noticioso. Foi assim que hoje fiz; para que, posteriormente, bem aconchegado no habitual café e com a bebida que nele se serve tomada, vasculhar as páginas do matinal diário, da minha preferência, com a curiosidade meio ansiosa de encontrar a notícia ou o texto que motivou aquela procura fora da normal, pelos leitores.
A D. Teresa do quiosque de que mais cliente sou, ali próximo do sítio onde se cruzam as duas avenidas e a meio caminho entre o Largo do Burlão e a estação da CP, adiantou-me que talvez fosse o anúncio de uma nova imobiliária (uma praga caldense destes tempos, paradoxal em tempo de crise). Duvidei, mas num outro quiosque o comerciante disse-me que pasmado ficou quando um cliente lhe comprou quatro exemplares do “Público”. Aceitei com algumas dúvidas estas explicações e com elas na memória, no café, procurei, em vão, o tal anúncio.
Até que, “eis se não quando”, no meu cérebro luz se fez (não obstante ter a inteligência ainda meio embaciada, como sempre me acontece nas horas posteriores às do sono), desvendando o mistério com a descoberta de uma inquietante notícia (no suplemento P2), com o título: NO FUTURO VACAS MAIS AMIGAS DO AMBIENTE.
Indo ao miolo da notícia pude com perplexidade ler: “Os arrotos das vacas são responsáveis por 75 por cento das emissões globais de metano. Para reduzir, Stefhen Moore e colegas, da Universidade de Alberta, Canadá, quiseram saber quais os genes que tornam os arrotos bovinos tão ricos naquele gás de estufa”. Não se trata de carne de vaca estufada, que faz as delícias de muitos gulosos bichos homens, mas sim do célebre efeito de estufa, que ameaça a nossa qualidade de vida ambiental. E mais adiante para se ver bem que o problema é sério diz-se que os cientistas “já fizeram experiências que poderão permitir criar animais com 25 por cento menos metano nos arrotos” !…
Não se riam e (face a estes estudos) acreditem que um dos maiores problemas, que enfrentamos, é a flatuência animal, suas sub-espécies e derivados. Como já tive ocasião de afirmar, lá chegará o tempo, em que mesmo para nós, humanos, se legislarão restrições ao consumo do feijão e à completa proibição dos variados pratos de feijoada, nos restaurantes e hoteis.
Até lá, para procurar minorar o problema, sugiro que um pouco por todo o lado (a começar por nossas casas, passando, como é óbvio, pelas vacarias), se instalem sensores para aquilar, medir, o nível da flatuência e, dessa forma, controlar as dietas de todos os animais, incluindo o humano. Simultaneamente penso que pode ser feito o aproveitamento dos gases, transformando-os em fonte energética alternativa, mediante a utilização de tubagens que canalizem para botijas as essências gasosas, provenientes da flatuência.
Esta era uma medida de dois em um. Os gases (vulgo arrotos, peidos e bufas) só por descuido iam ao natural para a atmosfera e, queimando-os, como fonte de energia, reduziam-se os seus efeitos nefastos poluentes, contribuindo, também, para diminuir a nossa dependência do petróleo e, consequentemente, fazer face à crise.
Desde já avanço com uma pista para o markting publicitário, tendente a sensibilizar os cidadãos:
- Dê combate ao metano “descuidando-se” para o cano !…
- Evite a amosfera suja “descuidando-se” para a botija !…
Fernando Rocha
1 Julho 2009
A crise que sofremos não é fruto do acaso. Ela veio e está para durar porque o grande capitalismo tem cada vez a “boca maior”. Abocanha tudo o que mexe e que mais dinheiro pode dar para sacar, desprezando estes cavalheiros, donos do dinheiro, de um modo quase sem excepção, quaisquer valores humanos e éticos.
Contrariamente ao dizem os arautos das virtudes do mercado totalmente liberalizado e com regras estatais mínimas, para o regular (adeptos da ditadura do mercado sobre a vida dos seres humanos, chegando a chamar a esta selva a democracia do mercado) o maior “pecado” destes predadores do planeta não foi só a ganância. Foi antes um crime bem mais amplo e profundo, que é o completo desprezo pela humanidade, nas pessoas dos mais fracos e humildes, ou seja a esmadadora maioria dos seres humanos. Como dizia o nosso cantor-maior, do passado século - o Zeca Afonso -, eles são os “VAMPIROS”, “são os mordomos do universo inteiro” e “mandadores sem Lei”.
A crise que na pele sofremos deve-se única e exclusivamente a estas vampirescas figuras, de que são cúmplices, quando não meros lacaios, muitos dos governos deste nosso mundo, como é o caso do governo português (este e quase todos os outros que o antecederam, de que foi exemplo o governo PSD/CDS, com Durão ou Santana, Portas, Manuela F. Leite & compª.).
Mas se no resto do mundo dito desenvolvido isto é uma verdade, tal como em Portugal, nós por cá, paradoxalmente com uma revolução, de que saíu o actual regime democrático, que nos governa e uma Lei fundamental (a Constituição da República de 1976), que embora alterada continua a ser um normativo muito progressista e humanista; temos, todavia, uma Justiça que não funciona e um quadro jurídico brandíssimo para os crimes de colarinho branco. Temos então que as defecientes leis que nos regem, nos crimes económicos e financeiros, são tardiamente ou quase nunca aplicadas porque o sistema garantístico jurídico que temos favorece quem dinheiro tem, para deste quadro legal se servir ou para o entupir o sistema, garantindo-lhe, na prática, a ineficácia - quer seja por prescrição pura e simples dos processos, que se arrastam penosamente nos Tribunais ou, também, por dificuldades do Ministério Público (também ele com meios escassos, em muitos casos) para formular uma correcta e justa acusação, quer seja, ainda, pela brandura das leis ou mesmo pela ausência delas, como é o caso da não criminalização do enriquecimento ilícito.
Para interromper, por ora, este artigo que já vai longo (ao qual voltarei com mais ideias e uma conclusão), diria que a justiça que temos não é filha da Constituição de “Abril”, muito antes pelo contrário, o sistema de justiça que temos perverte a letra e o espírito da Constituição de 1976, é anti- democrático, diria mesmo reaccionário e construído pelos partidos do “centrão” (PS e PSD) para só ser aplicado contra os humildes, favorecendo os poderosos e consequentemente os senhores do dinheiro e as suas mafias financeiras. É assim que, por exemplo, prisão do homem do BPN (o Oliveira e Costa) surge, apenas, como uma simples árvore, no interior de uma grande floresta de vigarice (no BPN ou seja o “banco do PSD”, no BPP, no BCP e no mais que nunca completamente se verá, com a tal “Operação Furacão”, que eu já vaticinei só irá “dar numa aragem”, pois envolve uma parte muito significativa do nosso tecido financeiro e empresarial, que praticando enormes e inúmeros crimes, certamente, impune ficará) !…
(CONTINUA) Fernando Rocha
30 Junho 2009
De facto (comentando o título) assim é. O criador esqueceu-se de pouco; pensou em quase tudo para que alguma ordem reinasse neste grão de areia cósmico, que dá pelo nome de Terra !
Se assim não fosse a incerteza dos actos mais simples, da nossa vida, poderiam estar subordinados a circunstâncias ou regras pré-estabelecidas caóticas e absurdas.
Vejamos um clássico exemplo da justeza, do acerto, da criação, obra que, para além de conjecturas, do domínio das crenças, não enchergamos, com certezas, o porquê(?) e por quem(?). É assim e talvez por essa razão, que as vacas, os cavalos, os burros e, no limite, os elefantes (bem como os respectivos cônjuges) não têm asas e não voam. Pois, se tal acontecesse estaríamos sujeitos aos acasos dos seus “apetites” intestinais, apanhando com as respectivas poias, à laia de prendas ao contrário, acertando, aleatoriamente, nos “sortudos” passantes, com “prémios” de valor quantitativo diferenciado, como acontece no euromilhões (sendo o do elefante o “jackpot”). Também não terá sido, talvez, obra do acaso, por essa mesma razão, que sendo a avestruz sem dúvida uma ave, esta apenas corre, mas não cruza os céus terrestres voando e, consequente e arbirtariamente, obrando.
Cá por mim, bem me recordo, quando, criança era, indo em passeio com meu saudoso pai e de ser atingido por um “míssil”, na cara, proveniente de um pombo ou de uma ave de idêntico porte; e de meu pai, não tendo identificado a proveniência da “prenda”, ter-lhe sacado, com o dedo, um naco para, através do sentido do olfato, claramente a identificar. Sentenciando, de seguida, que era caca de pombo. Recordo-me, igualmente, de haver, a quando, também, da minha meninice e juventude, o hábito de ir toda a cidade, de Caldas, passear, ao Domingo, para o parque; e de haver um jovem cavalheiro, muito charmoso, envergando o seu impecável casaco de linho branco e que, calcorreando o principal picadeiro de cima abaixo, na tentativa de se agradar às catraias, ser “presenteado”, bem no centro dos alvos costados, com um tal “míssil” columbófilo; e de (pasme o leitor), em vez de agradecer a “oferta”, ter rogado à avezinha pragas e coriscos, bem como à família da dita; logicamente daquele incidente, de todo, inocente.
Mas deixemo-nos de irónicas conclusões, quanto à reacção dos passantes, objecto das “prendas” e vamos ao essencial do que com os leitores quero partilhar. Estando, agora, a passar por um mau momento da minha vida particular, pelo facto de ter duas jovens cadelas com o cio e de os dois cães, comigo também residentes, estarem desertinhos por usufruírem das delícias do amor, mas eu, forçosamente, o ter de evitar, por causa do aumento da “família” (nem sequer beneficiando do abono que, dessa natureza, para humanos há), dei comigo a pensar no caso do fenómeno do cio poder ser humano também.
O leitor mais desprevenido não imagina, certamente, as terríveis consequências que um tal facto teria no nosso viver social. A estrutura social humana seria outra, completamente diferente. E nem sequer sei se a civilização, neste seu grau de desenvolvimento, teria existido. Mas vamos imaginar que não seria assim tão diferente. Teríamos, então e, por exemplo, num edifício com vários a andares, a seguinte situação:
- Olhem (diria um dos homens para os outros) a vizinha do 8º. Esquerdo está com o cio !
Imagine, pois, o leitor o corrupio, escada abaixo, escada acima ou quando ela à rua saísse a confusão que não seria!…
De facto, reconheçamos, que seja lá a criação obra de quem quer que seja, mais transcendência, menos transcendência, esta obra tem alguma qualidade e limadas estão algumas arestas, mais ásperas e bicudas !…
Fernando António da Costa Rocha
P.S. - Não se veja na última ficção (relativa ao cio) um intuito ofensivo machista. O ser MULHER merece-me o máximo respeito. Pretendi apenas fazer humor, criando uma situação inverosímil e absurda.
26 Junho 2009
Sócrates está de rastos e bem o merece. Como “socialista” foi (é) uma falácia. A sua determinação foi só jogada contra os pobres e os humildes (não poderosos), porque contra os grandes interesses, Sócrates e todos os seus ministros, foram mais macios que a manteiga, ao Sol, num dia de Verão.
Como alternativa, os grandes interesses, que até aqui apoiavam Sócrates, viram-se de armas e bagagens para o regaço de Manuela Ferreira Leite (a “SANTA VIRGEM PADROEIRA DOS FALIDOS”, como em tempos lhe chamei.
Quem acompanha os meus escritos neste site/blog (e não só) sabe bem que não é de agora que tenho esta Senhora “debaixo de olho” porque, politicamente, bem conheço. Conheço-a, como sindicalista e dirigente local de Finanças, desde os seus tempos de Secretária de Estado do Orçamento, onde praticou uma arrogante política de desastre (tal como Sócrates contra os mais humildes) e em que ia, se a estrela do Cavaquismo não empalidecesse, colocando a Direcção-Geral de Impostos e as Tesourarias da Fazenda Pública à beira da insolvência, com os célebres “disponíveis” (cerca de 3500 na DGCI e mais de 1000 nas Tesourarias).
(De resto, tal como Rodrigues Porto, o maior desastre de todos os tempos, como Director-Geral dos Impostos (um quadro do PSD), esta Senhora bem pode “limpar a mão à parede”, com a herança que como Sec. Est. do Orçamento deixou. Que o digam os funcionários dos Impostos e muitos dos mais categorizados especialistas em assuntos fiscais; a não ser que já se tenham “esquecido” do que, na altura (1992/93), dela disseram.)
Depois, como Ministra da Educação, ainda pela mão de Cavaco Silva, foi outro desastre. Que o digam os professores e outros especialistas em Educação. E foi nessa qualidade que esta senhora mais puxou dos seus galões como DAMA DE FERRO, pois sem dó nem piedade, com os mais humildes trabalhadores das Escolas, operou o maior despedimento colectivo de que há memória em Portugal (cerca de 10.000 trabalhadores auxiliares).
Finalmente, como Ministra das Finanças do “Cherne” (Durão Barroso, foragido por indecente e má figura, como primeiro ministro, para o seu gabinete dourado de Bruxelas, na UE), ostenta no seu currículo a célebre operação da titularização dos créditos fiscais (venda ao desbarato de milhões, que valiam milhões, de execuções fiscais, a um banqueiro árabe, dono de um poderoso grupo bancário e a quem chamei o banqueiro das Arábias, que mais enriqueceu, com o negócio ruinoso, para o Estado e o povo português, que a “Manelinha” e o “Cherne” lhe ofereceram.
Se o “bom povo português” a M. Ferreira Leite, lá para o Outono, desse a maioria, bem poderíamos dizer, com toda a propriedade:
De Sócrates à Manuela
Ai Portugal, Portugal !
Com ele e com ela
De desastre em desastre
Até ao desastre final !…
“Vade retro Satana(!)”,
Que nos poupem tão triste sorte
Valha-nos o Francisco Louçã
Para nos safar da negra morte !
Fernando António da Costa Rocha
24 Junho 2009
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