“A FOME, A CORRUPÇÃO E OS LUXOS” – (Um oportuno artigo de Mário Crespo, que se transcreve com a devida vénia)

Os políticos do nosso “centrão” (político), com ou sem a  muleta de direita do CDS, vão, certamente, aprovar o “PEC” (Plano de Estabilidade e Crescimento), que repercute quase todos os custos desta crise para os mesmos do costume; ou seja quem vive do seu salário ou reforma (congelando os salários na Função Pública, agravando as condições para a aposentação, etc., etc.). Ora é esta mesma classe política, destes senhores e damas, do “centrão”, que não se coíbem de, eles próprios, gerarem um despesismo desenfreado. Recomendo pois leitura atenta deste texto, de Mário Crespo, bastante adequado ao momento que vivemos, em que querem que apertemos ainda mais o cinto, enquanto eles, os do Poder, com o maior despudor vão “engordando” !…

Fernando Rocha

Quem é que queria calar este sr?!:)

A FOME, A CORRUPÇÃO E OS LUXOS…(Mário Crespo)

Portugal precisa de jactos executivos para transporte de governantes?

Pronto! Finalmente descobrimos aquilo de que Portugal realmente precisa: uma nova frota de jactos executivos para transporte de governantes. Afinal, o que é preciso não são os 150 mil empregos que José Sócrates anda a tentar esgravatar nos desertos em que Portugal se vai transformando. Tão-pouco precisamos de leis claras que impeçam que propriedade pública transite directamente para o sector privado sem passar pela Partida no soturno jogo do Monopólio de pedintes e espoliadores em que Portugal se tornou. Não precisamos de nada disso.
Precisamos, diz-nos o Presidente da República, de trocar de jactos porque aviões executivos “assim” como aqueles que temos já não há “nem na Europa nem em África”. Cavaco Silva percebe, e obviamente gosta, de aviões executivos. Foi ele, quando chefiava o seu segundo governo, quem comprou com fundos comunitários a actual frota de Falcon em que os nossos governantes se deslocam.
Voei uma vez num jacto executivo. Em 1984 andei num avião presidencial em Moçambique. Samora Machel, em cuja capital se morria à fome, tinha, também, uma paixão por jactos privados que acabaria por lhe ser fatal.
Quando morreu a bordo de um deles tinha três na sua frota. Um quadrimotor Ilyushin 62 de longo curso, versão presidencial, o malogrado Antonov-6, e um lindíssimo bimotor a jacto British Aerospace 800B, novinho em folha. Tive a sorte de ter sido nesse que voei com o então Ministro dos Estrangeiros Jaime Gama numa viagem entre Maputo e Cabora Bassa. Era uma aeronave fantástica. Um terço da cabina era uma magnífica casa de banho. O resto era de um requinte de decoração notável. Por exemplo, havia um pequeno armário onde se metia um assistente de bordo magro, muito esguio que, num prodígio de contorcionismo, fez surgir durante o voo minúsculos banquetes de tapas variadíssimas, com sandes de beluga e rolinhos de salmão fumado que deglutimos entre golinhos de Clicquot Ponsardin. Depois de nos mimar,
como por magia, desaparecia no seu armário. Na altura fiz uma reportagem em que descrevi aquele luxo como “obsceno”. Fiz nesse trabalho a comparação com Portugal, que estava numa craveira de desenvolvimento totalmente diferente da de Moçambique, e não tinha jactos executivos do Estado para servir governantes.
Nesta fase metade dos rendimentos dos portugueses está a ser retida por impostos. Encerram-se maternidades, escolas e serviços de urgência. O Presidente da República inaugura unidades de saúde privadas de luxo e aproveita para reiterar um insuspeitado direito de todos os portugueses a um sistema público de saúde. Numa altura destas, comprar jactos executivos é tão obsceno como o foi nos dias de Samora Machel. Este irrealismo brutalizado com que os nossos governantes eleitos afrontam a carência em que vivemos ultraja quem no seu quotidiano comuta num transporte público apinhado, pela Segunda Circular ou Camarate, para lhe ver passar por cima um jacto executivo com governantes cujo dia a dia decorre a quilómetros das suas dificuldades, entre tapas de caviar e rolinhos de salmão. Claro que há alternativas que vão desde fretar aviões das companhias nacionais até, pura e simplesmente, cingirem-se aos voos regulares.

Há governantes de países em muito melhores condições que o fazem por uma questão de pudor que a classe que dirige Portugal parece não ter.
Vi o majestático François Miterrand ir sempre a Washington na Air France. Não é uma questão de soberania ter o melhor jacto executivo do Mundo. É só falta de bom senso. E não venham com a história que é mesquinhez falar disto. É de um pato-bravismo intolerável exigir ao país mais sacrifícios para que os nossos governantes andem de jacto executivo. Nós granjearíamos muito mais respeito internacional chegando a cimeiras em voos de carreira do que a bordo de um qualquer prodígio tecnológico caríssimo para o qual todo o Mundo sabe que não temos dinheiro.

Mário Crespo. Jornalista

Adicionar comentário 10 Março 2010

CONGELAMENTO DE SALÁRIOS NA FUNÇÃO PÚBLICA ou, como diz o ditado, “OU HÁ MORALIDADE OU COMEM TODOS”

Este como os outros Governos de Direita, já nos habituaram, que a sua “moralidade”  é a de comerem só alguns; ou sejam eles próprios e os “pançudos” do costume.  Não admira, pois, que tenham resolvido congelar os salários da Função Pública, sacrificando, mais uma vez, o pequeno e médio funcionário ou aposentado;   e, traiçoeiramente, alterado, também, mais uma vez, as regras para os funcionários que se desejem aposentar, antes do actual limite, salvo erro, dos 65 anos, com o aumento das penalizações, por cada ano que para esse limite falte, de 4,5% para 6%.

Simultaneamente, com esta perseguição aos trabalhadores da Função Pública, este Governo, da mentira, usada e abusada pelo Primeiro Ministro e da mentira dita Socialista, é o mesmo que usa e abusa do despesismo nos seus gabinetes, mantém  as escandaleiras dos vencimentos dos gestores e de outros “pançudos”, muitos dos quais, na televisão, debitam sentenças a favor do corte dos salários e direitos dos funcionários.     Não se esqueçam daquelas “Excelências” que andam há anos a “recomendar “dieta” para o funcionalismo público, mas que, de dia para dia,  os vemos sempre a  “engordar” mais;    falo, como já devem ter percebido, em termos de chorudos vencimentos, claro !…

Vejam, todavia, estes obscenos vencimentos e digam lá que os Trabalhadores da Função Pública não têm, mais do que razão, em fazer greve e gritar, que OU HÁ MORALIDADE OU COMEM TODOS:

” Governo congela salários até 2013! <http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1422297>

«O Diário Económico apurou que o PEC vai prever uma política de moderação salarial para a Função Pública até 2013, com metas definidas sobre o peso da factura com pessoal no total da despesa do Estado <http://economico.sapo.pt/noticias/governo-congela-salarios-reais-da-funcao-publica-ate-2013_81355.html> »

Ora cá vão uns salariozitos que vão entrar em “moderação” e não vão aumentar:

- Mata da Costa: presidente CTT, 200 200,00 €
- Carlos Tavares: CMVM, 245 552,00 €
- António Oliveira Fonseca: Metro do Porto, 96 507,00 €
- Guilhermino Rodrigues: ANA, 133 000,00 €
- Fernanda Meneses: STCP, 58 859,00 €
- José Manuel Rodrigues: Carris, 58 865,00 €
- Joaquim Reis: Metro de Lisboa, 66 536,00 €
- Vítor Constâncio: Banco Portugal, 249 448,00 €
- Luís Pardal: Refer, 66 536,00 €
- Amado da Silva (ex-chefe de gabinete de Sócrates): Anacom, Autoridade Reguladora da Comunicação Social, 224 000,00 €
- Faria de Oliveira: CGD, 371 000,00 €
- Pedro Serra: AdP, 126 686,00 €
- José Plácido Reis: Parpública, 134 197,00 €
- Cardoso dos Reis: CP, 69 110,00 €
- Vítor Santos: ERSE, Entidade Reguladora da Energia, 233 857,00 €
- Fernando Nogueira (este não é o ex-PSD que se encontra em Angola): ISP, Instituto dos Seguros de Portugal, 247 938,00 €
- Guilherme Costa: RTP, 250 040,00 €
- Afonso Camões: Lusa, 89 299,00 €
- Fernando Pinto: TAP, 420 000,00 €
- Henrique Granadeiro: PT, 365 000,00 €

Fonte: Jornal SOL de 22/01/2010

E ainda faltam as Estradas de Portugal, EDP, Brisa, Petrogal, todas as outras reguladoras e observatórios…
Enfim é um fartar vilanagem! E pedem contenção e moderação!!!!

Imaginem o que é pagar um subsídio de férias ou de Natal a estes senhores: ”Tome lá meu caro amigo 350 000 euros para passar férias ou fazer compras de Natal”.

E pagar-lhes esta reforma… É no mínimo imoral e no máximo corrupção à sombra da lei… Até porque estes cargos não são para técnicos, mas são de nomeação política. É isto que lhes retira toda e qualquer credibilidade junto do povo e dos quadros técnicos. ”

————————————– +o+o+o+o+o+ —————————————

- Pergunto:   Até quando vamos aceitar, pacificamente, como povo, este escandaloso regabofe ?!…

Fernando Rocha

Adicionar comentário 7 Março 2010

Nota à Comunicação Social sobre: Resultados das propostas apresentadas na Assembleia da República pelo BLoco de Esquerda, com impacto nas Caldas da Rainha e no Oeste

Cumpre-me informar, desde já, que face aos resultados das votações em Comissão, na Assembleia da República, todas as propostas apresentadas pelo Bloco de Esquerda, para beneficiar as Caldas da Rainha e o Oeste, foram pelo resultado das votações, chumbadas, não podendo,pois, subir ao Plenário da Ass. da República, na votação final do Orçamento de Estado.
Eram, fundamentalmente, três as propostas em causa e a saber:

1. Uma proposta de uma verba (500.000 Euros) para a inventariação do estado de degradação  de eminente derrocada dos Pavilhões do Parque e que permitisse, igualmente, alguma intervenção urgente, para lhes assegurar sustentabilidade;
2. Uma proposta de verbas suficientes para o desassoreamento da Lagoa de Óbidos e fixação da aberta mais a Sul;
3. Finalmente, a proposta de requalificação da Linha do Oeste.

Para melhor esclarecimento informa-se que os partidos votaram do seguinte modo:

- O PS votou contra todas as propostas;
- O PSD absteve-se em todas as propostas;
- O CDS absteve-se nas duas primeiras e votou apenas a favor da proposta da Linha do Oeste;
- BLOCO E PCP votaram a favor de todas estas propostas.

Mais se informa que o Deputado do BE, Heitor de Sousa, dará, na próxima 4ª. Fª., nas Caldas, uma Conferência de Imprensa, para um melhor esclarecimento dos importantes assuntos em apreço.

Por aqui bem se vê que o Partido Socialista e os partidos da direita parlamentar “se estão nas tintas” para os interesses das Caldas, dos caldenses e dos oestinos, porque embora, PSD e CDS mesmo abstendo-se, viabilizam o voto contra do Partido Socialista (ressalvando-se, como excepção, vá lá, o voto do CDS a favor da nossa proposta sobre a Linha do Oeste).
Bem podem os responsáveis das organizações locais de todos estes partidos (PS, PSD e CDS) fazer juras de amor às Caldas e ao Oeste, que à vista bem está a hipocrisia, a taição ao povo, das Caldas e do Oeste, de todas estas formações partidárias.
.
Honra, pois, aos verdadeiros partidos de Esquerda (Bloco de Esquerda e PCP) que não traíram as suas promessas eleitorais de defenderem, contra tudo e contra todos, as Caldas e o Oeste.
Fernando Rocha – Deputado Municipal, nas Caldas da Rainha, do BE

Adicionar comentário 6 Março 2010

PEQUENAS NOTAS CIRCUNSTANCIAIS

MANIFESTAÇÃO/PROTESTO NA FOZ DO ARELHO

A manifestação de protesto promovida pela Assembleia Municipal das Caldas da Rainha, que deveria ter-se realizado no passado Domingo, como foi noticiado, foi adiada devido ao mau tempo, para este domingo (7 de Março), no mesmo local e à mesma hora.

OS 20 ANOS DO JORNAL “PÚBLICO”

Como todas as coisas boas, que nos habituamos a ter, só damos pela sua falta, se, por má sorte, as deixarmos de ter.         É um pouco assim com quase tudo na vida.  No meu caso pessoal habituei-me à companhia diária do “Público”, porque é, sem dúvida o melhor jornal diário que se publica em Portugal. Ora, precisamente hoje, quando me dirigi à banca da minha habitual ardina, para o adquirir, esta, com um grande sorriso, declarou-me que o “Público” hoje era de graça, sendo esta uma simpática prenda, da Administração do “Público”, aos leitores. Mas mais do que isso, o “Público”, que hoje está de parabéns, pelos seus 20 anos, presenteia-nos, também, com uma edição de luxo.

Embora eu seja reticente a tudo o que me cheire a grandes interesses financeiros, não posso deixar de registar que se temos este excelente jornal o devemos, principalmente, ao empresário Belmiro de Azevedo, que em boa hora abraçou este projecto, que foi e é ainda, inequivocamente, um projecto arrojado, no panorama da imprensa nacional.   Numa altura em que se questiona a mais que provável manipulação dos média, pelo Poder, eu, modestamente, como diário leitor do “Público”, desta tribuna, saúdo todos aqueles que tornam possível, que todas as manhãs, esta voz de   pluralismo e de liberdade, nos traga, com o rigor, a que já nos habituámos, as notícias de Portugal e do Mundo, para além de um naipe de excelentes cronistas, que são quase todos, cada um à sua maneira, uma  referência na nossa imprensa, em papel publicada.

HOJE, EMBORA UM DIA DE TEMPO BEM CINZENTO, POR SER SEXTA-FEIRA, HÁ “SOL”

Refiro-me, como é óbvio, ao jornal semanário “SOL”, uma voz, tal como o “Público”, também de liberdade e pluralismo, com a particularidade de, nestas últimas edições, ter posto a nu, todo este Poder apodrecido que nos (des)governa. O “Sol”, como que fazendo jus ao seu nome, tem-nos revelado, com bastante coragem a “Face oculta” deste Poder, que nos tenta impingir “verdades”, que, em grande medida e quase por completo, mentiras são. A revelação das polémicas escutas, aí estão a prova-lo. Parabéns, também, ao “SOL” !

Fernando Rocha

Adicionar comentário 5 Março 2010

TRANSCRIÇÃO DE UM EXCELENTE RETRATO DE PORTUGAL NO BLOG o “JUMENTO”

Com a devida vénia e total concordância com este “retrato” desta nossa triste realidade, aqui vai para os meus leitores, sacado do BLOG  O JUMENTO, de consulta imprescindível, para que saibamos bem (no País e na Administração Fiscal) o terreno que pisamos, o seguinte texto:

” Promiscuidade

Cada vez mais me enoja a promiscuidade na capital deste país, um pequeno grupo de gente que se auto-designa de elite, nascidos na classe média da administração salazarista e que hoje domina uma boa parte da vida. São jornalistas, são deputados, são jurisconsultos, são consultores das mais variadas artes, são comentadores televisivos, são gente que nunca teve dificuldades na vida, a quem para arranjar um emprego para um filho basta um telefonema, para comprarem um carro novo basta uma cunha para mais uma avença. Se foram apanhados na declaração de IRS telefonam ao fulano tal, se precisam de uma operação no hospital passam à frente da fila de espera, resolvem todos os seus problemas com um mero telefonema, são um verdadeiro grupo mafioso assente numa imensa rede de contactos, de compadrios assentes na troca de valores.

Esta gente não tem cor política, não tem ideologia, não tem princípios, não tem o mais pequeno respeito pelo povo que os alimenta e enriquece, de manhã são jornalistas e à noite bloggers, num dia são magistrados e no outro juízes desportivos, se estão na oposição coleccionam avenças, quando beneficiam do poder vão para administradores de empresas públicas, ora são assessores de líderes partidários, ora são directores de jornais. Esta gente não imagina o que é viver com o ordenado mínimo, nunca estiveram em terra a esperar o regresso de um pai que está no mar debaixo de um temporal, não sabem quanto humilha estar numa fila de desempregados, não imaginam o que se sofre quando se tem de alimentar filhos sem ter dinheiro, não sabem o que é mandar um filho para a escola sem o pequeno-almoço. Não sabem, não imaginam, nem querem saber, têm o maior do desprezo pelo povo cuja opinião gostam de manipular. No entanto ganham rios de dinheiro a comentar nas televisões sobre a melhor forma de resolver os problemas do país e dos portugueses.

Andam por aí a alardear grandes currículos, são ilustres jurisconsultos, jornalistas de primeira água, comentadores televisivos, sentem-se superiores aos que tanto usam nos seus discursos de conveniência. Queixam-se da crise mas ganham com ela, propõem sacrifícios para os outros mas multiplicam a sua riqueza, preocupam-se com a iliteracia mas olham para os outros com o desprezo e incomodam-se pela falta do perfume a 100 euros, há décadas que propõem novas soluções e o resultado é aquilo que se vê.

Cada vez sinto mais nojo desta elite que julga que todo o poder eleito pelo povo lhes deve prestar vassalagem, estão convencidos de que só os “bem falantes” têm direito a expressar as suas opiniões, que julgam que o povo que vota é uma imensa borregada que lhes deve perguntar onde devem votar, que acham que podem fazer e desfazer qualquer político.

É tempo de dizer não a esta imensa promiscuidade disfarçada de bons princípios. É preciso dizer não a esta gente, denunciá-la, combatê-la, antes que passemos a sentir nojo do próprio país. Portugal não é esta seita de proxenetas de gravata Hermes, que se instalou no poder da capital para viver à custa do subdesenvolvimento do país. O meu país é o meu povo e esse é eticamente muito superior a esses canalhas, é gente que sua por cada tostão de ganha, trabalhadores que tiram dos seus filhos os impostos que alimenta essa elite da treta, empresários que todos os meses lutam para que as suas empresas consigam pagar os ordenados dos trabalhadores no fim do mês.”

Publicada por Jumento em 12:30

Comentário de Fernando Rocha:

É incrível esta história do artigo do “I”, denunciando a identidade do autor do blog. É de facto como no texto que antecede se diz um acto que cabe no âmbito da delação. O seu texto de denúncia desta sociedade de podridão, ao nível das elites, é um excelente retrato deste nosso actual Portugal, governado e administrado por um grande número de oportunistas e ou corruptos; com toda esta gente, à frente dos destinos do País caminha-se para um abismo social, cujas consequências nem sequer, hoje, conseguimos bem avaliar.
Trabalhei imensos anos na DGCI, em Lisboa. Fui anos e anos dirigente e activista sindical. Fui igualmente e ainda sou activista cívico-político. Conheço, pois, infelizmente, bastante bem essas aves de rapina que descreve. Na DGCI conheci muito figurões (aldrabões e oportunistas) que sob a capa de grandes personagens, não passavam de criaturas das mais reles, que só não punham à venda o serviço (Direcção ou Repartição) porque tal não era possível.
Tenho para mim que o País está como está (sem futuro) porque foi capturado por essa gente sem escrúpulos. É preciso que cada vez mais cidadãos, de corpo inteiro, se ergam para dizer basta a este regabofe.
Escrevi já sobre tudo isto no meu site/blog “misturagrossa” e peço-lhe licença para lá transcrever o seu artigo, fazendo, também, publicidade ao seu “JUMENTO”, que embora teimoso, nada de burro, no mau sentido,  tem, pois, é bem oportuno, lúcido e inteligente, na crítica.

Bem haja pelo seu trabalho. Força, muita força, no seu/nosso combate à canalha, que nos rouba o futuro e, dia-a-dia, nos torna mais tristes e pobres, até um dia … Haja ainda esperança !

Adicionar comentário 3 Março 2010

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